
O gol da vitória foi marcado por Eliane Gonçalves – atleta mais experiente da equipe, de 39 anos – aos seis minutos do segundo tempo. No futebol de cegos, são dois tempos de 20 minutos, com cinco atletas de cada lado, sendo quatro cegos e um goleiro com visão normal. A brasileira conseguiu finalizar com a ponta do pé, centímetros antes de a bola entrar na área e poder ser defendida pela goleira indiana Harshada Sandeep. As duas chegaram a trombar e ficaram caídas, mas a emoção falou mais alto e Eliane logo se levantou para celebrar com as companheiras.
acompanhou o último treino das brasileiras antes do embarque para o Mundial. A reportagem foi ao ar no programa Stadium de sexta e no telejornal Repórter Brasil de sábado (4).
Esta é a segunda edição da Copa do Mundo de futebol de cegas. A primeira ocorreu em Birmingham, na Inglaterra, em 2023. O título ficou com a Argentina, que derrotou o Japão na final por 2 a 1. O Brasil ainda não tinha uma seleção feminina.
O naipe feminino ainda não faz parte do programa da Paralimpíada. O masculino está presente desde 2004, em Atenas, na Grécia. O Brasil foi campeão das cinco primeiras edições. Nos Jogos de Paris, na França, em 2024, a seleção verde e amarela caiu na semifinal para a Argentina, nos pênaltis, ficando fora da final pela primeira vez, mas conquistou o bronze diante da Colômbia. Os franceses levaram o ouro, batendo os argentinos nas penalidades.
Em Mundiais, o futebol de cegos brasileiro também é dominante, com cinco títulos. Na última edição, realizada em Birmingham, há dois anos, a seleção canarinho ficou na terceira posição, após derrota para a China na semifinal. A Argentina se sagrou tricampeã do torneio.
Fonte: Em Sergipe









