Em entrevista concedida ao Jornal da Fan nesta segunda-feira, 10, o advogado e candidato ao Quinto Constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Sergipe (OAB/SE) Robson Millet falou sobre a campanha para o Quinto e a importância da sua candidatura. Essa é a nona entrevista de uma série que está sendo feita com os candidatos ao cargo destinado à advocacia no Tribunal de Justiça do Estado.
O advogado iniciou a entrevista abordando a sua trajetória no direito e explicando o que motivou a sua candidatura. “Saí da faculdade aprovado como delegado de polícia, então tive uma experiência criminal, recebendo advogados, quando necessário.[…] Em 2005 fui aprovado no concurso para Defensoria Pública, mas antes de assumir, eu advoguei de forma privada, fiquei um tempo aqui, trabalhei na assessoria do presidente desembargador Artêmio, já tive essa experiência no Tribunal. Fui professor, um dos professores fundadores do curso de Direito lá na FANESE. […] Na Defensoria, eu também construí uma história, […] com o tempo, eu fui me motivando para isso e alguns amigos disseram: ‘Robson, vamos colocar seu nome’. E eu, incentivado por esses amigos, tô colocando meu nome à disposição como uma opção diferente”, explicou.
Questionado sobre o motivo para rotular a sua candidatura como diferente, ele explicou: “Porque nunca houve um perfil de quem atua na defesa de pessoas hipossuficientes, de pessoas carentes, na vaga do Quinto Constitucional.[…] Minha campanha é simples -do ponto de vista econômico, de gasto- é uma campanha de amigos. Normalmente um grande escritório está por trás de um candidato e vai patrociná-lo para alçar o cargo do Quinto Constitucional, que faz parte do da disputa, isso é natural”, disse.
Na oportunidade, ele explicou que não apresenta propostas enquanto candidato ao Quinto, mas destacou melhorias que pode realizar: “A proposta é para quem é um órgão administrativo. E o desembargador é um órgão de julgamento. Judicante eu tenho alguns pontos que são ligados aos julgamentos”, entre os pontos defendidos estão o respeito aos honorários nas causas de alto valor, valorização do direito à sustentação oral, acessibilidade e sensibilidade no gabinete, Valorização das indenizações por danos morais, entre outros.
Questionado sobre o que garantiria que ele não mudaria de lado caso assuma o cargo de desembargador, o defensor público afirmou: “Eu não tenho motivo, porque eu já sou servidor público. Estou tentando entrar em uma outra carreira do serviço público. Eu considero que a minha história é meu avalista”, argumentou.
O advogado, que concorre com o número 25, finalizou a entrevista pedindo o voto de confiança da advocacia sergipana. “Eu convoco os colegas a fazer história comigo, a entrar pra história como primeiro Quinto participante do Quinto a ter uma atuação na defesa de pessoas carentes. E essa experiência vai ser inestimável para o Tribunal. Não do ponto de vista pessoal, mas do ponto de vista de trabalho que eu tô levando. E dizer que todos os advogados serão tratados de forma igual”, concluiu.
Fonte: Fan F1








