Na manhã desta terça-feira, 11, o ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, André Moura, concedeu entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, e comentou as acusações feitas na operação “Dono do INSS”, que o apontariam como envolvido em um suposto esquema de fraudes no órgão.
Na ocasião, ele mencionou que um ex-diretor do INSS afirmou não possuir nenhum tipo de vínculo com ele.
“O diretor, no o seu depoimento, disse que não esteve comigo, não me conhece, e deixou a documentação dele com os assessores meus na liderança do partido. Aí eu fiz todo o encaminhamento, acompanhei até que a nomeação dele fosse oficializada, e ele depois foi mantido diretor do INSS em uma outra diretoria, já no governo do ex-presidente Bolsonaro. Então, não houve indicação de André Moura, não houve escolha de André Moura mesmo, porque, como disse o diretor, ele nunca esteve comigo, nunca conversou comigo. A documentação, o currículo dele, ele deixou com minha assessoria na liderança do partido, e não só dele, mas todos os cargos que couberam ao PSC naquele momento do governo do presidente Michel Temer foram encaminhados por mim na minha função de líder, de líder que eu ocupava naquele momento”, disse.
Quando questionado sobre a origem dos boatos, André Moura afirmou que a informação pode ter relação com o senador Rogério Carvalho, do Partido dos Trabalhadores (PT).
“Eu não tenho como afirmar. A gente tem acompanhado aí, por exemplo, o jornalista Cláudio Lunes, que apresentou uma denúncia de que teria sido uma questão orquestrada pelo PT, pelo senador Rogério Carvalho, que eu não posso aqui garantir que foi. Eu estou apenas repetindo aquilo que foi colocado pelo jornalista Cláudio Lunes, que é um cara de credibilidade, muito respeitado no jornalismo do estado de Sergipe, e que levantou essa possibilidade. Se você me perguntar: você tem certeza disso? Você afirma isso? Não, não posso fazer isso. Eu seria leviano se dissesse aqui que tenho provas ou certeza de que foi isso. Eu estaria sendo leviano e não posso garantir isso aqui. Mas, de qualquer maneira, posso garantir que não há participação nenhuma minha. Meu nome não foi citado em momento algum desde o início desse processo de denúncias”, explicou.
Ao final da entrevista, o pré-candidato afirmou não ter objeção quanto a uma possível aproximação de Rogério Carvalho com o agrupamento do governador Fábio Mitidieri, caso o senador venha a participar a chapa majoritária nas eleições do próximo ano.
“Não, eu não tenho objeção nenhuma àquilo que o governador Fábio definir, àquilo que o governador Fábio entender que é melhor para o agrupamento, para o processo eleitoral e, principalmente, o que é melhor para Sergipe”, finalizou.
Fonte: Fan F1









