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Manifestantes desocupam Centro Administrativo após acordo com a Prefeitura de Aracaju


A Prefeitura de Aracaju avançou no diálogo com os moradores do Residencial Carlos Pina e das ocupações Valdice Teles e Marielle Franco, nesta quarta-feira, 12. Durante as negociações, os moradores que ocupavam o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos aceitaram desocupar o local após o acerto de algumas medidas com a administração municipal.

A reunião foi mediada pelas secretárias municipais do Respeito e Políticas para as Mulheres, Elaine Oliveira, e da Comunicação Social, Gleice Queiroz. Ao fim do encontro, a comissão de moradores aceitou as propostas apresentadas pela Prefeitura de Aracaju, que formalizou em documento a continuidade das tratativas na próxima terça-feira, 18.

Entre os pontos discutidos, a gestão garantiu dialogar com a comissão das comunidades sobre a situação das 59 famílias da ocupação Marielle Franco, além de tratar do documento a não construção de garagens no Residencial Carlos Pinna. Também foi incluído na pauta o debate sobre o passe livre no transporte coletivo para mães atípicas, que será encaminhado ao Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM).

Outra medida tratada diz respeito à ordem de serviço para a construção da Unidade de Saúde da Família para atender as comunidades. Além disso, ficou acertado que, na próxima reunião, será discutido o reajuste do valor do auxílio-moradia, tema que a prefeitura se comprometeu a reavaliar.

Entenda o caso

Os moradores do Residencial Carlos Pinna, localizado no bairro Lamarão, Zona Norte de Aracaju, ocuparam desde esta terça-feira, 11, o auditório do Centro Administrativo Prefeito Aloísio Campos para reivindicar melhorias no conjunto e a implantação de um hospital neurodivergente. A prefeitura solicitou que os moradores indicassem uma comissão com cinco representantes para dialogar com a prefeita Emília Corrêa em outro espaço, o que foi aceito nesta quarta-feira após mediação.

Mais cedo, por meio de nota, a Prefeitura de Aracaju destacou que a prefeita Emília Corrêa já recebeu representantes do residencial em duas ocasiões, a última em 31 de março de 2025, para tratar de questões como a construção de uma Unidade Básica de Saúde, melhorias no CRAS, transporte escolar, creche, escola, atendimento a crianças com necessidades especiais e segurança viária.

Ainda segundo a administração municipal, desde então, foram tomadas medidas concretas, como a reserva do terreno para a UBS, a criação de uma linha de transporte escolar exclusiva e o envio de equipe de saúde para atender a comunidade.

A gestão afirma, contudo, que a nova demanda referente à criação de um hospital neurodivergente não constava nas pautas anteriores e apresenta, segundo avaliação interna, “caráter político” na mobilização recente.



Fonte: Fan F1

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