Sergipe volta a ocupar posição de destaque no cenário do audiovisual brasileiro com a participação do ator Cael Benício na série Tremembé, produzida pelo Prime Video. Após estrear no cinema com o filme Baby (2024), escrito e dirigido por Marcelo Caetano e selecionado para o Festival de Cannes, o artista segue ampliando sua presença em projetos relevantes do audiovisual brasileiro.
A obra de true crime conta a história do presídio paulista de Tremembé II a partir do ponto de vista de infames personalidades do crime brasileiro enquanto cumprem suas penas. A série é baseada nos livros “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido” e “Suzane: assassina e manipuladora”, escritos pelo jornalista Ulisses Campbell, e acompanha os dias de pena de famosos internos da prisão, como Suzane Von Richtofen, Cristian Cravinhos, Elize Matsunaga e Roger Abdelmassih.
Em entrevista ao Portal Fan F1, Cael contou que foi surpreendido ao receber a notícia de que havia sido aprovado para o papel após dois meses de teste.
“Para mim foi uma catarse quando eu soube, né? Porque é muito difícil a gente, como artista sergipano, ocupar esses lugares, ocupar esses espaços e ver esse espaço como uma possibilidade de crescimento também. Eu estou há 10 anos trilhando esse caminho nessa carreira e depois de 10 anos viver esse momento pra mim é muito especial”, relatou.
Na série, Cael interpreta Mariano, um detento em regime semiaberto que concilia a universidade com a rotina no presídio, vivenciando duas realidades distintas. Contracenando com grandes nomes, como Anselmo Vasconcelos e Miguel Nader, o ator afirma que o papel foi desafiador e enriquecedor.
“O Mariano tem uma narrativa potente, mas de um caráter muito dramático também, sabe? E para mim é um processo sensível tentar compreender a existencialidade desse personagem lá dentro. Ou seja, o meu trabalho foi tornar esse processo o mais humano possível”, explicou o artista.
Cael revelou ainda que não esperava a repercussão da obra e destacou a importância de ser reconhecido por sua identidade sergipana.
“Confesso que eu não esperava tamanha repercussão, não esperava mesmo. Fui muito surpreendido por esse trabalho mas também por tudo que está saindo na internet, na mídia, na imprensa e muito feliz também de nesse momento estar sendo reconhecido como um artista sergipano, até porque um dos meus objetivos iniciais quando eu fui aprovado no projeto foi trazer também o meu sotaque na produção”, finalizou.
Trajetória
Natural do antigo povoado, hoje distrito, Monte Coelhos, em Tobias Barreto, Cael Benício iniciou os estudos na arte dramática quando se mudou para Aracaju, aos 15 anos.
Formou-se pelo tradicional grupo Imbuaça, coletivo de rua em atividade desde 1977, onde teve suas primeiras experiências no cinema sergipano.
Aos 20 anos, mudou-se para São Paulo e realizou um teste para o filme Baby, dirigido por Marcelo Caetano. A produção se tornou um sucesso no cinema nacional e foi reconhecida internacionalmente, sendo premiada no Festival de Cannes, um dos mais importantes do mundo.
Fonte: Fan F1









