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Um filme sobre como era lindo o Brasil em 1977 não seria meu, diz Kleber Mendonça



O cinema nacional vive uma nova fase de ouro, consagrado pelo Oscar inédito dado ao filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles, como melhor filme internacional. O destaque da vez é “O Agente Secreto”, que levou dois prêmios do festival de Cannes: o de melhor ator, para Wagner Moura, e o de melhor direção para o cineasta Kleber Mendonça Filho. O filme, que  já foi eleito como representante do Brasil no Oscar 2026, também se passa durante o período da ditadura militar de 1964.

Em entrevista no Pauta Pública desta semana, Kleber Mendonça Filho fala sobre cinema nacional, o desafio de narrar a ditadura militar com complexidade e responsabilidade e a sua relação com a memória. O cineasta pernambucano também reflete sobre a importância de mostrar o Brasil real nas telas e como os filmes podem ajudar a romper silenciamentos construídos ao longo de décadas.

Para Kleber, o cinema não é apenas arte: é arquivo, registro histórico e ferramenta crítica. “O cinema é uma ferramenta poderosíssima. Uma história bem contada atiça a curiosidade, choca e encanta. Cada filme é um novo arquivo”, afirma. A conversa percorre ainda temas como desinformação, relação entre jornalismo, história e o impacto do Projeto de Lei do streaming.

Leia os principais pontos da conversa com Andrea Dip e a participação especial da jornalista e editora Mariama Correa e também ouça o podcast completo abaixo.

EP 195 O Agente Secreto e o Brasil que se vê nas telas

Kleber Mendonça Filho reflete sobre cinema, memória e o Brasil que ainda tenta entender sua própria história