
O advogado Jeffrey Chiquini, que representa o ex-assessor especial da Presidência Filipe Martins, afirmou nesta sexta-feira (22) que a Polícia Federal teria investigado o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça no inquérito que resultou no indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
- Brasil comemora acordo entre EUA e Irã e pede fim das “hostilidades”
- Parreira está internado na UTI e respira com auxílio de aparelhos
- Albert Camus, filósofo do absurdo: “No meio do inverno, descobri em mim um verão invencível”
- Ancelotti admite mudanças na seleção contra o Haiti, mas ainda sem Endrick
- Prefeitura de Aracaju disponibiliza linhas especiais de ônibus para Arraiá do Povo e Forró Caju
De acordo com Chiquini, a apuração buscava verificar se Mendonça, ao analisar um mandado de segurança apresentado pela defesa de Martins, teria favorecido uma possível fraude processual. O pedido questionava nulidades no processo, pedia a suspensão de audiências e a intimação de testemunhas como Eduardo e Carlos Bolsonaro.
A distribuição do mandado ao ministro Mendonça ocorreu em razão da presidência interina do STF e das férias do ministro Luís Roberto Barroso. Durante buscas na residência de Jair Bolsonaro, a PF encontrou mensagens de Eduardo Bolsonaro comemorando o fato, o que teria motivado a investigação sobre o magistrado.
Segundo o advogado, o relatório final da PF — o mesmo que indiciou Jair e Eduardo Bolsonaro — faz referência ao ministro. O documento aponta que medidas judiciais apresentadas pela defesa de Filipe Martins poderiam configurar tentativa de tumultuar o processo, levantando suspeitas de favorecimento.
Chiquini classificou a situação como uma “mudança no cenário jurídico”, ao destacar que até ministros do STF teriam sido incluídos em investigações. Ele também questionou se a inclusão de André Mendonça foi iniciativa da Polícia Federal ou ocorreu por determinação externa.








