
Em um vídeo que agitou as redes sociais na tarde desta quarta-feira, 26 de novembro de 2025, o jornalista e ex-ministro Aldo Rebelo não poupou críticas à recente condenação de quatro oficiais-generais das Forças Armadas. A gravação, postada na plataforma X, reverberou no cenário político, reacendendo debates sobre a relação entre o judiciário e as Forças Armadas.
“Estamos diante de uma vingança tardia, travestida de justiça”, disparou Rebelo, que ocupou ministérios importantes durante os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff. O ex-ministro questiona a motivação por trás da decisão, levantando suspeitas de perseguição política contra os militares.
Rebelo faz questão de frisar que os condenados – três generais de quatro estrelas e um almirante – não foram acusados de crimes comuns, como desvio de dinheiro público ou corrupção. A acusação central, segundo ele, reside em um suposto golpe de Estado que “não encontrou respaldo nas provas apresentadas”.
Um golpe contra a instituição militar?
Para Aldo Rebelo, a condenação dos militares representa um perigoso “risco institucional”. Ele argumenta que a medida não atinge apenas os quatro oficiais, mas lança uma sombra sobre toda a instituição, em um momento em que potências como Estados Unidos, Rússia, China e países europeus investem pesado em seus aparatos de defesa. É como se, em meio a uma guerra fria tecnológica e militar, estivéssemos atirando no próprio pé.
O ex-ministro traça um paralelo com o passado, lembrando que os responsáveis pelo golpe de 1964 nunca foram punidos. Para ele, a condenação dos oficiais agora seria uma espécie de compensação histórica, uma revanche direcionada a integrantes das Forças Armadas que ele descreve como “patrióticos” e “responsáveis”.
“Não se trata de defender a impunidade, mas de garantir que a justiça seja aplicada de forma imparcial e isenta de motivações políticas” – concluiu Aldo Rebelo.
Fonte: Em Sergipe









