Na última década, São Cristóvão vem mudando a forma como se olha no espelho. As obras apareceram, os serviços melhoraram e, junto com isso, a cidade voltou a se reconhecer como um lugar vivo, criativo e com forte sentimento de pertencimento. A Comunicação Pública implantada pela gestão tem sido peça-chave nesse processo, construída com continuidade, respeito e autonomia dos profissionais envolvidos.
Nada ilustra melhor esse momento do que a edição histórica e de número 40 do Festival de Artes de São Cristóvão (FASC), que acabou de movimentar a cidade e o estado. O que se viu não foi apenas um evento lotado, mas o resultado de anos de reestruturação de serviços, fortalecimento institucional e construção de uma forma própria de comunicar São Cristóvão. Nas redes e canais oficiais da Prefeitura e do Festival, o FASC aparece como símbolo de resistência à intolerância, defesa da cultura e ocupação dos espaços públicos. A cidade deixa de ser apenas “histórica” para se afirmar como lugar que acolhe e que projeta diversidade.
O FASC tem conta própria nas redes sociais desde 2017, data de seu retorno, após hiato de 12 anos. A decisão de criar um perfil próprio para o Festival objetivou não só facilitar a comunicação com o público, evitando acúmulo de conteúdos variados com os temas de rotina da gestão, mas também marcar o Festival como símbolo do município, independente de gestão administrativa, o Festival existe.
A Comunicação institucional passou a ligar a melhoria dos serviços a histórias concretas: escolas reformadas com crianças felizes, professores com o trabalho reconhecido, bairros ganhando novos pontos de encontro, postos de saúde mostrando o cuidado com quem mais precisa. Cada entrega vem acompanhada de rostos e vozes, o que muda a forma como a população percebe a gestão. Passamos, também, a reafirmar nossas conquistas, reconstruindo a autoestima de um povo que foi sede da primeira capital de Sergipe por meio de símbolos e conceitos como ‘Cidade Mãe de Sergipe’, ‘Cidade Educadora’, “Tempo Novo’. Por trás dessas frases, está a afirmação da história de São Cristóvão no processo econômico e social do estado e a ideia de constante movimento e mutação. Somos a quarta cidade mais antiga do País sim e também somos a que se destaca no Ideb, na geração de emprego e no maior festival de artes e cultura gratuito do Nordeste.
Em vez de uma linguagem técnica e distante, a Prefeitura adotou termos que todo mundo entende: acolhimento, respeito, cuidado, diversidade. Isso ajuda a consolidar a imagem de uma cidade mais humana e menos burocrática.
Mesmo a atual administração sendo uma gestão de continuidade, existe um esforço permanente para manter a comunicação relevante. A Prefeitura busca se firmar diariamente como fonte confiável de informação e canal de diálogo com quem vive a cidade. Para isso, investe, além dos canais tradicionais de divulgação, nas redes sociais e na construção de narrativas via influenciadores locais e regionais.
A edição histórica do FASC que se encerrou é, em grande medida, o retrato desse caminho. Durante alguns dias, São Cristóvão esteve cheia, o comércio aqueceu, o turismo se fortaleceu e os nossos artistas dividiram palco com nomes de fora. A comunicação amplificou tudo isso e recolocou a cidade no mapa afetivo e simbólico de quem esteve presente e de quem acompanhou pelas redes, televisão, rádio ou presencialmente.
No fim, não se trata apenas de publicar nas redes, mas de construir uma narrativa em que o cidadão se vê e se sente parte. A comunicação institucional ajuda a costurar essa nova fase: serviços mais organizados, cultura valorizada e uma identidade reafirmada. Uma cidade que volta a dizer, com segurança : “o melhor lugar do mundo é aqui e agora”.

*Rafael Mota
Jornalista, historiador e superintendente de comunicação da Prefeitura de São Cristóvão.
Fonte: Fan F1









