O Censo 2022 apontou que Sergipe tinha cerca de 109 mil de mulheres cuidando dos filhos sem a presença do cônjuge ou de outros parentes.
Essa composição familiar de “mães solo” estava presente em 17,3% dos lares sergipanos, o que colocou o estado em primeiro lugar do país com esse tipo de composição domiciliar.
No Censo 2010, quando Sergipe estava atrás do Distrito Federal, o percentual era de 14,3%.
A participação da outra forma de monoparental, isto é, homens sem cônjuge com filhos, subiu de 1,6%
para 1,9%, entre 2010 e 2022 em Sergipe.
Além disso, famílias formadas por mulheres sem cônjuge e com filhos, mas com outros parentes, representavam 4,3% em 2022, frente a 4,73% em 2010. Já a proporção de famílias formadas por homens que residem com os filhos sem a cônjuge, mas com outros parentes, variou de 0,57% em 2010 para 0,52% em 2022.
Em relação a domicílios compostos por casais com filhos, o Censo 2022 mostrou que essa era a composição 42%, enquanto que, em 2010, o percentual foi de 50,79%. Já o percentual de casal sem filhos passou de 14,6% para 20,8%.
Tipo de união
Ainda segundo o Censo 2022, 51,23% das pessoas não viviam em união, percentual que coloca o
Sergipe como o terceiro estado do Nordeste com maior percentual de pessoas solteiras. Entre esse
segmento, 20,2% não viviam, mas já viveram em união – fazendo de Sergipe o terceiro estado do país
com maior percentual de “descasados”.
Em relação aos casais que viviam em união, 26,1% eram casados no civil e religioso – percentual menor do em 2010 (29,8%) e menor do que a média do Brasil em 2022 (37,9%). Já o percentual de casais que vivem em união consensual saiu de 49,4% para 52,5%.
Todos os municípios sergipanos têm percentual de domicílios com casais em união consensual maior do que a média nacional (38,9%), sendo Capela o município com maior índice (68,2%) e Nossa Senhora Aparecida com o menor (42,8%).
No que tange à união de casais como pessoas do mesmo sexo, houve um significativo aumento em relação ao Censo 2010, saindo de 0,13% no Censo 2010 para 0,8% em 2022 – aumento que segue a tendência do país.
Fonte: Fan F1









