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Correios preveem corte de até 15 mil postos de trabalho em plano de reestruturação


Redução de pessoal busca conter avanço da folha, que consome mais de 60% do orçamento, e abrir espaço para investimentos e modernização da estatal.

Agência Brasilcorreios
Governo faz parceria inédita com os Correios

Como parte do plano de retomada financeira anunciado pelo presidente dos Correios, Emanuel Rondon, a estatal prevê uma ampla reestruturação do quadro de pessoal que pode resultar na redução de até 15 mil postos de trabalho até 2027. A medida tem como objetivo conter o crescimento das despesas fixas, reequilibrar as contas da empresa e criar condições para a recuperação da capacidade operacional.

Segundo dados apresentados durante a coletiva, a folha de pagamento representa atualmente cerca de 62% do orçamento dos Correios, percentual que pode chegar a 72% quando considerados os precatórios. Esse nível de comprometimento da receita, de acordo com a direção, limita investimentos, reduz a margem de caixa e compromete a competitividade da empresa em um mercado cada vez mais disputado.

O plano de reestruturação prevê uma redução gradual de até 10 mil postos de trabalho até 2026, seguida do desligamento adicional de aproximadamente 5 mil empregados até 2027. A administração informou que o processo deverá ocorrer de forma escalonada, priorizando programas de desligamento voluntário, aposentadorias e ajustes internos, com o objetivo de minimizar impactos operacionais.

Além dos cortes, a proposta inclui a revisão de funções e processos, com redistribuição de atividades, eliminação de sobreposições operacionais e reorganização de áreas administrativas. A intenção é tornar a estrutura mais enxuta e alinhada às novas demandas do setor logístico, que exige maior agilidade, automação e integração tecnológica.

De acordo com a direção, a redução do quadro de pessoal é considerada inevitável diante do atual cenário financeiro. Sem o ajuste, a empresa corre o risco de manter um ciclo de aumento de despesas, queda de investimentos e perda de qualidade nos serviços, o que pode agravar ainda mais o déficit projetado para os próximos anos.

A administração destaca que a medida é estratégica para ampliar a eficiência, reduzir custos recorrentes e abrir espaço orçamentário para investimentos em modernização, automação e melhoria da malha logística. Segundo Emanuel Rondon, o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e sustentabilidade operacional será decisivo para garantir a continuidade e a competitividade dos Correios no médio e longo prazos.





Fonte: Jovem Pan

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