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Delcy Rodríguez, vice de Maduro, diz que Venezuela vai se defender dos EUA: ‘nunca seremos colônia de outro país’


A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou ministros e a população venezuelana neste sábado (3) a resistir a uma intervenção dos Estados Unidos no governo do país.

Em um pronunciamento transmitido na televisão pública, ela pediu calma e afirmou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”. Disse ainda que Nicolás Maduro continua sendo o único presidente do país e classificou sua captura como um “sequestro” promovido pelos EUA.

O pronunciamento foi feito em Caracas, ao lado do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da vice-presidente, além do ministro do Interior, Diosdado Cabello, e dos titulares das pastas das Relações Exteriores e da Defesa.

“A Venezuela só tem um presidente: Nicolás Maduro”, disse Rodríguez.

A declaração ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Washington pretende assumir interinamente o controle do país até a realização de uma transição, depois da captura de Maduro na madrugada deste sábado.

Rodríguez é apontada como possível interina

Fontes ouvidas pelo jornal “The New York Times” afirmaram mais cedo que Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina em uma cerimônia secreta. Rodríguez, no entanto, não mencionou a suposta posse em seu pronunciamento.

Figura central do chavismo, Delcy Eloína Rodríguez Gómez nasceu em Caracas em 18 de maio de 1969. É filha de Jorge Antonio Rodríguez, fundador da Liga Socialista, partido marxista, morto em 1976 enquanto estava sob custódia policial, e de Delcy Gómez. É irmã de Jorge Rodríguez Gómez, ex-vice-presidente da Venezuela e ex-prefeito de Caracas, um dos principais articuladores políticos do regime.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que os EUA vão “administrar” a Venezuela de forma interina, anunciou a entrada de petroleiras norte-americana em solo venezuelano e disse que ampliará “o domínio americano no Hemisfério Ocidental”.

Trump afirmou que os EUA assumirão o governo da Venezuela através de um “grupo” que está sendo designado até que haja uma transição de poder, mas não informou nem como nem quando isso ocorreria. Ele disse apenas que informará em breve os integrantes do grupo.

“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou Trump em pronunciamento feito nesta tarde em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, para detalhar a operação de captura de Maduro.

O presidente norte-americano indicou que o grupo será formado por membros do alto escalão de seu governo e indicou que não incluirá a líder oposicionista María Corina Machado. Mais cedo, Machado pediu que a oposição tomasse o poder de forma imediata. Mas Trump afirmou que a oposicionista, vencedora do Nobel da Paz de 2025, “não tem apoio interno nem respeito” para governar.

“É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito que merece na Venezuela”, declarou Trump, que disse que o secretário de Estado, Marco Rubio, vem dialogando com a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, que “está disposta a fazer o que for preciso”.

Ele invocou ainda em sua fala a Doutrina Monroe, a política que os EUA estabeleceram há 200 anos para ampliar influência na América Latina e reivindicar a soberania de Washington sobre o Ocidente. E disse que “o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado”.

“Sob nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no Hemisfério Ocidental nunca mais será questionado. Não vai acontecer. (…) Sob a administração Trump, estamos reafirmando o poder americano de uma forma muito poderosa em nossa região”, declarou.

Na nova estratégia de política externa que lançou no início de dezembro, o governo Trump já falava em resgatar a Doutrina Monroe.

*Com informações do g1



Fonte: Fan F1

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