A Fundação Mamíferos Aquáticos, através do Projeto Viva o Peixe-boi Marinho, reforça as orientações para a proteção do Peixe-boi Astro, figura popular na praia do Saco, em Estância, no sul sergipano. O mamífero convive no litoral de Sergipe e já sofreu 25 atropelamentos por embarcações.
O reforço se dá pela intensificação de turistas nas praias do litoral sergipano, momento em que há o aumento do tráfego de embarcações e turistas nas águas . Neste período, o animal pode sofrer com a aproximação dos humanos no seu habitat com riscos de atropelamentos, molestamento – acariciar o animal -, oferta de alimentos e bebidas que podem causar sérios danos a espécie.
Em entrevista para equipe de reportagem do Portal Fan F1, o biólogo e coordenador do Núcleo de Desenvolvimento Institucional da Fundação Mamífero Aquáticos, Dr. Rodolfo Alves informou que o contato com o animal pode ser um canal de transmissão de doenças tanto para o peixe-boi quanto para o humano, além de outras situações de riscos. “Vale ressaltar que ele também trata-se de um animal grande e pesado e que qualquer movimento, por mais sutil que seja, ele pode ser danoso para saúde de um ser humano que vai estar próximo dele”, explicou.
No caso de Astro, já são 25 colisões registradas sendo a última ocorrida no dia 27 de dezembro de 2024. A medida é enfatizada principalmente pelo risco de extinção da espécie, que pode ser preservada com o auxílio dos frequentadores e moradores.
Astro é o primeiro da espécie a ser reintroduzido ao seu habitat natural no Brasil, após a realização, o mamífero se tornou símbolo da conservação brasileira. O animal, que possui 34 anos, vive no litoral sergipano e é amplamente conhecido pelos frequentadores da região.
Saiba como proteger Astro e os demais
- Sempre que for embarcar, verifique se nos arredores não há a presença de peixes-bois. Caso os mamíferos estejam ao redor durante a navegação, reduza a velocidade imediatamente ou desligue o motor para não gerar colisões com o animal
- Os condutores de embarcações devem sempre se manter nos limites de velocidades e rotas de navegações impostas pela regulamentação. Protetores de hélice nos motores também são instrumentos de proteção a se considerar.
- Em casos de encontro com o animal, o indivíduo deve manter uma distância mínima de 10 metros e não oferecer alimentos, bebidas ou água aos peixes-bois.
A equipe do Projeto disponibiliza o contato (79) 99130-0016 para solicitações de situações de perigo, ferimento ou encalhamento.
Fonte: Fan F1









