A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda informou, nesta terça-feira, 26, que as empresas de apostas e de jogos online faturaram R$ 17,4 bilhões no primeiro semestre deste ano.
Segundo os dados divulgados, 17,7 milhões de brasileiros realizaram apostas nos sites e aplicativos no primeiro semestre e a média gasta por apostador ativo foi de cerca de R$ 983 por semestre ou R$ 164 por mês.
Os dados englobam as 78 empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda a operar no país, totalizando 182 bets (marcas).
O balanço ainda revelou que 71% dos apostadores são homens e 28,9% são mulheres.
Em relação a faixa etária, os maiores apostadores são pessoas de 31 a 40 anos, com 27,8%. Os que têm de 18 a 25 anos são 22,4%; 22,2% têm de 25 a 30 anos; 16,9% dos apostadores têm entre 41 e 50 anos; 7,8% têm de 51 a 60 anos e 2,1% têm de 61 a 70 anos.
No fim de 2023, a tributação das bets foi aprovada pela Câmara dos Deputados com o objetivo de elevar a arrecadação federal.
Na última quinta-feira, 21, a Receita Federal informou que a tributação de bets e loterias rendeu aos cofres públicos R$ 4,73 bilhões nos sete primeiros meses deste ano.
Desse valor total, R$ 2,1 bilhões referem-se a loterias e, o restante, cerca de R$ 2,6 bilhões, à taxação das empresas de apostas esportivas.
Fiscalização
De acordo com o governo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) retirou do ar 15.463 páginas no período de outubro de 2024 ao final do primeiro semestre deste ano. O Ministério da Fazenda informou que seu principal objetivo é que empresas autorizadas cumpram a regulamentação e, também, o combate ao mercado ilegal.
Além do bloqueio de sites ilegais, a SPA informou que outras frentes de enfrentamento ao mercado ilegal são o monitoramento e fiscalização das instituições do sistema financeiro e o combate à publicidade realizada por agentes operadores de apostas ilegais — contando inclusive com cooperação das principais plataformas de busca e redes sociais.
Fonte: Fan F1









