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Testemunha rebate acusações do advogado de Daniele Barreto e dispara: “O único condenado é o Dr. Dalledone”


Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 27, a testemunha Matheus Daniel, do processo que investiga a morte do advogado criminalista Lael Rodrigues, rebateu as críticas feitas pelo advogado de defesa de Daniele Barreto, Dr. Cláudio Dalledone.

Durante a entrevista, ele explicou que, na primeira audiência de instrução, Dr. Dalledone tentou atacá-lo pessoalmente, trazendo aspectos de sua vida particular e o chamando de criminoso. “O único condenado aqui é o doutor Dalledone, que é um advogado condenado a mais de 11 anos de prisão […] Ele foi condenado na Justiça do Paraná a 11 anos pelos crimes de corrupção, associação criminosa, quando ele coloio com o juiz, eles se apropriavam de pescadores da região”, afirma.

E completa: “Eu não tenho nenhuma condenação criminal, respondo a um único processo que está em andamento, que não sou condenado. O processo que acabou de iniciar sua instrução. Já o doutor Dalledone, ele está condenado a uma sentença de 11 anos. Está recorrendo em liberdade, usou tornozeleira aí por mais de um mês, o Tribunal de Justiça do Paraná revogou essa medida. E ele não se atém ao fato criminoso. Eu não estava ali como testemunha ocular, eu estava ali para falar o que eu sabia da vida do doutor Lael e da vida da Daniele Barreto”, relata.

Por fim, Matheus Daniel explica que trabalhou durante cerca de quatro anos como estagiário de Lael e conviveu com o casal há mais de dez anos. “Eu presenciei muita coisa na vida deles. Inclusive, citei alguns crimes que presenciei”, conclui, sobre o que foi abordado na audiência de instrução.

Relembre o caso

O crime ocorreu em 18 de outubro de 2024, na Avenida Jorge Amado, bairro Jardins, zona Sul de Aracaju. Dois homens desceram de uma motocicleta e atiraram contra o carro em que estavam o advogado e um de seus filhos. Ambos foram baleados e socorridos, mas José Lael não resistiu.

Daniele Barreto e outras seis pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime. Desde maio deste ano, a médica cumpre prisão domiciliar e é monitorada por tornozeleira eletrônica.

Imagens de câmeras de segurança registraram, cerca de uma hora e meia antes da execução, a amiga e a secretária de Daniele conversando com dois homens dentro de um carro. Em seguida, elas foram deixadas em um condomínio.

Segundo as investigações, no dia do crime, Lael e o filho saíram para comprar açaí a pedido da médica. A polícia aponta que a viúva teria informado a localização deles aos executores.

Matheus Daniel e o filho de Lael, Guilherme Rodrigues, foram as duas testemunhas ouvidas na primeira audiência de instrução, que aconteceu na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju, em 22 de agosto.



Fonte: Fan F1

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