Após se afastar, politicamente, do grupo liderado pela prefeita Emília Corrêa, o vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques tem procurado espaço midiático para reclamar do isolamento, pelo qual passa, e sinalizar que está recebendo muitos convites para ingressar em novos agrupamentos políticos, queixando-se de que foi abandonado pela prefeita.
Ricardo deveria se mudar para Jerusalém, agora no ano eleitoral, e frequentar com assiduidade o Muro das Lamentações. Quem assistiu a entrevista que o vice concedeu ao jornalista Luiz Carlos Foca deve ter observado o quanto Ricardo lamenta o fim da amizade entre ele e Emília. O vice-prefeito é hoje um jornalista que deixou de ser notícia e não tem mais o espaço político como antes.
Marques aparenta viver no Segundo Templo de Israel, construído pelo rei Herodes, em Jerusalém. Lá, o vice-prefeito poderá orar e depositar seus desejos, por escrito, no lugar acessível mais sagrado da terra. Ricardo tem que ser resiliente e orar a Deus, pedindo que o seu nome seja aceito pelos eleitores sergipanos nas próximas eleições. O vice já deu uma marcha ré e deve se candidatar a deputado estadual, haja visto que concorrer a uma vaga na Câmara Federal requer dois requisitos imprescindíveis: Dinheiro e voto. Ricardo não tem nenhum dos dois.
Se o vice Ricardo Marques fosse participar de uma classificação gramatical, certamente seria indicado como um sujeito oculto, porque não se apresenta de maneira explícita na oração. Em 2020, ele se elegeu na 17ª. Posição, entre 24 eleitos, obtendo 2.501 votos. Dois anos depois, em 2022, Ricardo concorreu a uma vaga na Alese e foi votado por 12.686 eleitores, ficando na 2ª. Suplência. Se hoje é vice é porque pegou carona no fusca de Emília.
Longe da sombra de Emília, Ricardo tenta se escorar nas hostes do Palácio dos Despachos, nas asas de Valmir de Francisquinho, ou no patriotismo exacerbado de Rodrigo Valadares. Na entrevista da rádio Metropolitana, Ricardo fez uma curva política acentuada, saindo sem sinalizar da esquerda na tentativa de dobrar a direita e se assentar no NEW bolsonarismo de Nícolas Ferreira. Está difícil para Marques ocupar espaço como liderança, sem ser um verdadeiro líder.









