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Alessandro Vieira explica pedidos na CPI do Crime Organizado envolvendo familiares de ministros do STF


O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) utilizou as redes sociais, nesta segunda-feira, 9, para explicar os pedidos que apresentou no âmbito da CPI do Crime Organizado, que incluem a solicitação de quebra de sigilo de empresa ligada a familiares do ministro Dias Toffoli e a convocação para depoimento da esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Na publicação, o parlamentar afirma que as medidas fazem parte de uma linha de investigação baseada em indícios que, segundo ele, precisam ser apurados de forma técnica e criteriosa pela comissão.

“Na CPI a gente está organizando isso de uma forma técnica para a investigação. O que se faz numa investigação? Você busca, a partir de indícios, as provas que vão permitir, ao final do processo, identificar quem cometeu o crime e quem não fez nada”, declarou.

Ao abordar o caso relacionado ao ministro Alexandre de Moraes, Alessandro Vieira citou a suposta contratação de um escritório ligado à família do ministro por um valor que classificou como “incompatível com o mercado”, mencionando a cifra de R$ 129 milhões. Segundo ele, até o momento, a CPI não teria encontrado elementos que comprovem a efetiva prestação de serviços jurídicos correspondentes ao contrato.

“Pedimos quebras de sigilo e pedimos depoimentos de pessoas, inclusive da esposa do ministro Alexandre, para esclarecer esses fatos, sem condenação prévia, mas sem passar pano para ninguém”, afirmou.

Em relação ao ministro Dias Toffoli, o senador destacou a atuação do magistrado como relator de caso envolvendo o Banco Master e mencionou circunstâncias que, segundo ele, levantaram questionamentos dentro da investigação, como uma viagem realizada em jatinho com empresário e advogado da parte envolvida, seguida de decisões que colocaram o processo sob sigilo.

Vieira também citou notícias sobre movimentações financeiras envolvendo empresa ligada a familiares do ministro, o que motivou o pedido de quebra de sigilo e de convocação para depoimento.

“Se a gente chegar aqui com os documentos, com os depoimentos e entender que estão todos inocentes, que bom para o Brasil. Mas se for o contrário, aí quem está aqui tem que pagar. Não interessa se usa toga ou não”, declarou.

As solicitações ainda serão analisadas no âmbito da CPI. Até o momento, não houve manifestação pública dos citados sobre as declarações do senador.



Fonte: Fan F1

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