O presidente Lula defendeu nesta sexta-feira, 20, que o presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro, seja julgado em seu próprio país, e não nos Estados Unidos, como pretende o governo norte-americano. A declaração foi feita em entrevista a Índia Today TV, durante sua passagem ao país asiático.
“Não podemos aceitar que o chefe de Estado de um país invada outro país e capture o presidente. Isso é inaceitável. Não há explicação para isso, e não é aceitável”, afirmou o presidente brasileiro na entrevista.
Para Lula, o mais importante no momento é restabelecer a democracia na Venezuela e consolidá-la, e defendeu que qualquer processo contra o Maduro deve ser feito em seu próprio país.
“Acredito que, se Maduro tiver de ser julgado, ele deve ser julgado no seu país, e não no exterior. Não é aceitável a interferência de uma nação sobre outra nação”, defendeu.
Mesmo com críticas à ação dos Estados Unidos na Venezuela, Lula reforçou na entrevista que tem uma ótima relação com presidente norte-americano, Donald Trump, e pretende que isso continue, lembrando da proposta para uma visita ao país em março.
O presidente brasileiro disse ainda que vai levar uma proposta por escrito de ação conjunta de combate ao crime organizado aos EUA. “Quero ir para os EUA porque, desde que ele começou na Venezuela, dizendo que queria combater o crime organizado e o tráfico de drogas, também quero combatê-los”, afirmou.
“Se vamos combater o tráfico de drogas, mandem de volta para o Brasil esses criminosos, criminosos brasileiros que estão vivendo nos Estados Unidos, para que possam ser julgados no Brasil”, ressaltou Lula.
*Com informações da CNN
Fonte: Fan F1









