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Hélio Santos analisa ataque às ações afirmativas: “racismo é sistêmico e não dá trégua”



As ações afirmativas criadas para reduzir desigualdades históricas de acesso à educação e ao mercado de trabalho, no Brasil, ampliaram de forma significativa a presença de pessoas negras e de baixa renda no ensino superior. Resultado de décadas de mobilização dos movimentos negros e de debates técnicos dentro do Estado brasileiro, essas políticas públicas ainda são alvo de disputa política e jurídica. Recentemente, uma tentativa do governo de Santa Catarina de barrar o critério racial no acesso às universidades estaduais reacendeu o debate sobre a continuidade e a proteção desses direitos.

Para falar sobre o tema, o Pauta Pública da semana recebeu Helio Santos. Educador, economista e um dos pioneiros na elaboração e defesa das ações afirmativas no país, ele comenta sobre o caso de Santa Catarina e reflete sobre as conquistas da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012). Santos comenta os desafios que dificultam a permanência de estudantes negros nas universidades e sua valorização no mercado de trabalho. Para o educador, as ações afirmativas precisam ser compreendidas como uma política estruturante para o país. “As políticas de equidade racial não são políticas para a população negra, são políticas para o Brasil”, afirma.

Leia os principais pontos da conversa e ouça o podcast completo abaixo.

EP 204 Ações afirmativas no Brasil: risco de retrocesso?

Hélio Santos discute as conquistas, desafios e os riscos de retrocesso na aplicação das políticas de cotas no Brasil