O tratado assinado no dia 17 de janeiro deste ano em Assunção, no Paraguai, estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Com as manifestações contrárias apenas de PSOL e Rede.
A decisão ainda segue para ser aprovada no senado, etapa final para entrar em vigor. No Senado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), deve ser a relatora.
Marcos Pereira (Republicanos-SP), que é o deputado relator do texto na Câmara, participou de uma reunião mais cedo com o vice-presidente da República e também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar acertar a votação.
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator do acordo na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, já tinha aprovado o texto assinado no Paraguai, no dia 9 de fevereiro. “A aprovação deste instrumento é, acima de tudo, resultado da solidez do nosso mercado e da nossa força produtiva“, diz parte da decisão.
Após aprovação do projeto, Hugo Motta disse que a Casa escreve “um capítulo decisivo” para a inserção do Brasil no cenário global. “Como principal economia da América do Sul, o Brasil será o grande protagonista desses benefícios”, destacou.
Motta pontuou que o Congresso Nacional entendeu a urgência de votação indicada pelo governo federal. “Agora, chegou a hora de o Brasil confirmar a sua vocação exportadora.” Ele disse que, às vezes, o cidadão não tem a noção daquilo que os parlamentares votam.
Entenda o Acordo Mercosul-UE
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado pelo Conselho da Europa. O tratado assinado no dia 17 de janeiro deste ano em Assunção, no Paraguai, estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.
Pelos termos do que foi aprovado, o tratado comercial prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos.
O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan









