O Flamengo quebrou recorde no mercado de transferências e repatriou Lucas Paquetá. O camisa 20 é uma das grandes esperanças do time na tentativa de virar a desvantagem contra o Lanús na CONMEBOL Recopa, cuja partida de volta será disputada nesta quinta-feira (26), às 21h30 (de Brasília), com transmissão AO VIVO pela ESPN no Plano Premium do Disney+.
Com o filho pródigo de volta, não é apenas o Flamengo que vibra. Em Paquetá, velhos conhecidos do destaque rubro-negro celebram seu retorno.
Presente na ilha em que o meio-campista nasceu e viveu os primeiros anos de sua vida, a reportagem da ESPN conheceu histórias do jogador que leva o nome de Paquetá para todo mundo.
Desde pequeno, Lucas sempre demonstrou o amor pelo futebol. O garoto da rua Alambari Amaral sempre estava perto de uma partida quando podia. Seja participando ou observando os outros jogando.
Na mesma rua em que morava, ele deu seus primeiros passos na quadra e no campo do Clube Municipal. Tradição de família, já que avô e pai praticavam o mesmo hábito.
“Seu Altamiro (avô de Paquetá) foi meu treinador no Clube Municipal, assim como com os netos dele. Ele que levava o Lucas para ir treinar no Flamengo. Debaixo de chuva, de sol, ele estava sempre levando o garoto para treinar no Flamengo. Bom garoto, irmão dele também era bom jogador. Seu Altamiro também jogava no Municipal aqui, jogava muito”, contou Cosme, morador da ilha.
Todos os dias, Seu Altamiro ia com os dois netos, Matheus e Lucas, para o Rio de Janeiro, fazendo o trajeto com as balsas para a Gávea e o Ninho do Urubu. Tudo para que os dois pudessem realizar o sonho de se tornarem jogadores profissionais.
O talento, aliás, era algo que a família tinha. Entre conversas com moradores, os elogios ao avô, Seu Altamiro, e ao pai, Marcelo, não paravam de chegar. Segundo os amigos e conhecidos, os dois sempre demonstraram talento com a bola nos pés – e Lucas sempre acompanhava de perto.
“Jogávamos bola junto, pai dele jogava junto, Lucas ficava sempre na grade vendo a gente jogar. Desde novinho, ele gostava. Nos intervalos, dava os pontapés na bola, já mostrava que tinha talento. Ele em campo, nos campeonatos infantis, sempre se destacava”, revelou Marco Antônio.
“Conheço Lucas, a família… todo mundo conhece aqui em Paquetá. Garoto bom, todo mundo gosta dele aqui. Todo mundo já sabia que tinha futuro. Muito bom (ver ele de volta), ainda mais sendo flamenguista”, completou Thór.
Agora, quando visita Paquetá, Lucas segue disputando ‘peladas’ com a garotada, mas também tentando dar um exemplo aos mais novos. “Eu lembro dele jogando bola com a garotada aqui. Eu via sempre ele jogar, sempre dava uns conselhos para a garotada, que tinha que se dedicar”, contou Cosme.
Para o meio-campista, mesmo com a distância e as visitas mais raras após a perda dos avós, a ilha sempre terá um lugar mais do que especial em seu coração.
“A ilha é onde eu cresci, né, cara? Tenho muitas lembranças boas ali. É claro que os meus avós hoje não são mais vivos, faleceram. Eram as pessoas que me faziam estar mais presente ali na ilha, visitar eles, estar junto com eles. Então, eu perdi um pouco disso”, disse em exclusiva à ESPN.
E, até por isso, eu não tenho ido tanto, assim, visitar. Porque é uma coisa que me traz lembranças, assim, de um pouco de dor, né, de ter perdido meus avós. Mas, significa muito para mim, né? É onde eu cresci, onde eu dei os meus primeiros passos ali, fiz muitas amizades. E eu carrego sempre no meu coração”, finalizou.
A ‘Nação’, como é conhecida a torcida do Flamengo, recebeu seu ‘filho pródigo’ com os braços abertos. Assim como Paquetá, que sempre se orgulhará de sua mais famosa cria.
Onde assistir a Flamengo x Lanús?
Flamengo e Lanús se enfrentam nesta quinta-feira (26), às 21h30 (de Brasília), com transmissão pelo plano premium do Disney+.
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Fonte: ESPN









