Na última segunda-feira, 2, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) emitiu um alerta sobre o crescimento no número de casos de tráfico internacional de pessoas, com o objetivo de exploração no trabalho, na região do Sudeste Asiático.
De acordo com o MRE, muitas ofertas de emprego aparecem nas redes sociais, prometendo cargos e salários altos. Contudo, quando as pessoas chegam ao país, essas promessas geralmente se mostram falsas.
Além disso, conforme o ministério, várias situações envolvem jornadas de trabalho exaustivas, retenção de passaportes, restrição da liberdade, ameaças, violência e a obrigatoriedade de participar de golpes online ou outros crimes ilegais.
Para prevenir que mais pessoas sejam enganadas, uma cartilha de tráficos de pessoas e orientações para o trabalho no exterior foi criada. A cartilha tem como objetivo informar brasileiros que recebem propostas para trabalhar no exterior.
Entre as orientações estão:
- Desconfiar de promessas de bons salários com pouca exigência de experiência;
- Desconfiar de recrutamento feito exclusivamente por redes sociais ou aplicativos de mensagem;
- Não enviar documentos pessoais sem verificar a autenticidade da empresa;
- Confirmar se a empresa realmente existe e possui registro formal;
- Buscar orientação junto à embaixada ou ao consulado brasileiro antes de viajar.
Se a oferta parece “boa demais para ser verdade”, é necessário interromper o contato e buscar informações oficiais.
Para denunciar situações de exploração, violência, ameaças ou restrição de liberdade, os brasileiros devem procurar a embaixada ou consulado mais próximo. Em casos de emergência, épossível acionar o plantão consular pelo e-mail: [email protected] ou pelo telefone: 55 61 98260-0610.
Em casos de suspeitas de tráficos de pessoas, as denuncias podem ser realizdas de forma gratuita e anônima pelos seguintes canais:
- Disque 100 – Direitos Humanos;
- Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher;
- COMUNICA PF – canal on-line da Polícia Federal;
- Ministério Público, Defensoria Pública ou autoridades policiais.
Fonte: Fan F1









