Home / Últimas Notícias / Empresário e ex-vice-prefeito é alvo de operação da PF; defesa contesta suspeita de lavagem após apreensão de R$ 500 mil

Empresário e ex-vice-prefeito é alvo de operação da PF; defesa contesta suspeita de lavagem após apreensão de R$ 500 mil


O Jornal da Fan, da manhã desta segunda-feira, 9, trouxe novas informações exclusivas sobre a operação da Polícia Federal em Sergipe que resultou na apreensão de R$ 500 mil em espécie, com indícios de lavagem de recursos públicos federais, em Aracaju. Durante a ação, dois homens — o proprietário e um funcionário de uma empresa de engenharia — foram presos e levados para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Sergipe. O advogado de defesa do empresário também se pronunciou sobre o caso e contestou as suspeitas levantadas nas investigações.

Segundo apuração do Jornal da Fan, os suspeitos são o ex-vice-prefeito de Muribeca e proprietário de uma empresa de engenharia, Rafael Moraes, e o funcionário, Gerlane Álvaro. Ambos foram liberados no sábado, 7, após audiência de custódia realizada na sede da Polícia Federal.

As investigações teriam sido motivadas após a empresa começar a conquistar contratos de licitações em diversas cidades com recursos federais. De acordo com as informações apuradas, sempre que pagamentos eram realizados na conta da empresa, saques em espécie passavam a ser feitos. Há também a suspeita de que parte dos valores sacados teria como destino gestores públicos ou parlamentares responsáveis por destinar recursos para as obras executadas.

Após as revelações feitas pelo jornalista e apresentador do Jornal da Fan, Narcizo Machado, o advogado de defesa do empresário e ex-vice-prefeito, Roberto Vagner, se pronunciou sobre o caso. Na ocasião, ele afirmou que a defesa irá recorrer para contestar as informações presentes no Relatório de Inteligência Financeira elaborado pela Polícia Federal, que aponta movimentações consideradas atípicas.

O que diz a defesa

Segundo o advogado, até o momento, a investigação trata exclusivamente do crime de lavagem de dinheiro. “O crime que está sendo investigado até o momento é o crime de lavagem de dinheiro. Não existe crime de corrupção, não existe organização criminosa, é única e exclusivamente o crime de lavagem de capitais”.

Apesar de reconhecer a existência dos saques em espécie, a defesa afirma que os valores possuem origem comprovada e destinação definida. “Esse dinheiro ele já tinha sido devidamente provisionado na instituição bancária, esse dinheiro foi devidamente comprovado na audiência de custódia a sua origem e a sua destinação, que seria para a aquisição de uma propriedade rural”.

O advogado também ressaltou que, segundo a defesa, não há indícios de que os valores tenham origem ou finalidade ilícita. “Nós não podemos dizer que esses valores tinham uma destinação com origem e uma destinação ilícita, de forma alguma. Pelo contrário, todas as licitações em que a empresa participa, ela se sai vitoriosa com toda a documentação legal, com todo o trâmite da licitação observado pelos órgãos de fiscalização e controle inclusive, todas as certidões, todas as documentações necessárias que a empresa necessita para participar de um certame público ela detém”, disse.

Ao final da entrevista, Roberto Vagner afirmou ainda que a operação da Polícia Federal não interfere nas atividades da empresa. “A empresa ela detém contratos nos três níveis da federação: nível municipal, nível estadual e nível federal. Então assim, como eu disse, do ponto de vista da atividade empresarial, a atividade permanece de forma muito legal nesse sentido”, concluiu.



Fonte: Fan F1

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *