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Economista sergipano explica como conflito no Oriente Médio influencia alta dos combustíveis: “Não existe preço tabelado”


O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado reflexos no mercado internacional de petróleo e já impacta o preço dos combustíveis no Brasil — inclusive em Sergipe, onde muitos consumidores foram surpreendidos com a alta nos valores da gasolina e do diesel. Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã na região, o preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril, atingindo o maior nível desde fevereiro de 2022, quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo dados da Agência Brasil.

Para entender por que conflitos internacionais influenciam diretamente o bolso do consumidor, se esse cenário de instabilidade tende a continuar e quais estratégias podem ser adotadas para minimizar os impactos no orçamento, a repórter Raphaella Teles entrevistou o economista Rodrigo Rocha.

O especialista explicou que a tensão envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã influenciou diretamente na alta dos preços, já que o conflito ocorre em uma região estratégica para a produção mundial de petróleo — principal matéria-prima utilizada na produção da gasolina e do diesel. “No Oriente Médio, a gente tem a passagem de boa parte do petróleo que é produzido no mundo. Como você tem uma expectativa de que isso pode prejudicar o comércio do petróleo no mundo, isso faz com que haja um aumento no preço do barril do petróleo, que foi isso que aconteceu […]. De forma geral, se você tem um aumento no preço do barril do petróleo, isso vai impactar no preço do combustível que é vendido aqui no Brasil, tanto o diesel quanto a gasolina”.

Diante desse cenário, a preocupação de muitos condutores é saber se existe um “teto” para o aumento dos combustíveis ou se os reajustes podem continuar acontecendo enquanto o cenário internacional permanecer instável. “Não existe um preço tabelado. É um mercado que o preço é livre e aí cada empresa, ela vai decidir dentro da sua realidade financeira o preço que é compatível para ela poder realizar ali no mercado”, explica.

O economista também analisa se há previsão de redução dessa pressão sobre os preços e quais fatores podem contribuir para uma possível estabilização do mercado nos próximos meses. “Isso vai depender muito do tempo que esse conflito vai durar e do real impacto, porque uma coisa é o que você espera acontecer, outra coisa é o que acontece na realidade. Então a gente está vivendo esse momento, ele ainda é muito recente, então é muito difícil fazer uma previsão, mas espera-se que esse conflito seja resolvido o mais rápido possível e que o preço se normalize voltando para um patamar mais baixo, que vai ser bom, no final das contas, para o preço do combustível que vai ser vendido no Brasil”.

Por fim, Rodrigo Rocha aponta algumas estratégias que podem ser adotadas pelos condutores para reduzir o impacto do preço mais elevado dos combustíveis no orçamento do dia a dia. “A regra é simples e serve sempre, que é a questão de pesquisar o preço. Muitos postos têm preços diferentes, então é importante você pesquisar antes de comprar. E aí muita gente, às vezes, acaba deixando para só colocar o combustível quando já está ali na reserva, aí é obrigado a abastecer no primeiro posto que encontra, que não necessariamente terá o melhor preço. Então é importante se planejar para fazer esse abastecimento e cuidar sempre das revisões do carro, pneu, tudo isso que vai impactar ali no consumo do combustível do veículo”.



Fonte: Fan F1

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