Durante a realização do programa “Sergipe é Aqui”, nesta quinta-feira, 12, , promovido pelo Governo de Sergipe em parceria com o programa do Governo Federal “Governo do Brasil na Rua”, professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese) ocuparam o palco onde ocorreria a cerimônia oficial e os discursos das autoridades.
A manifestação aconteceu no município de São Cristóvão, e ocorreu no momento em que o evento contava com a presença do governador Fábio Mitidieri e dos ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Durante o protesto, professores utilizaram o espaço para reforçar as reivindicações da categoria, que está em greve desde o último dia 9 de março. A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Caroline Santos, afirmou que a mobilização buscou dialogar com a população presente no evento e explicar os motivos da paralisação.
“Se o Sergipe é Aqui, a nossa luta também é aqui. Estamos aproveitando esse espaço para conversar com as pessoas e entregar uma carta aos pais, mães e responsáveis pelos estudantes da rede pública estadual, explicando os motivos pelos quais os professores estão em greve”, declarou.
Em vídeos divulgados pelo próprio sindicato, manifestantes aparecem entoando o coro: “Fábio, a culpa é sua, professor na rua”, em referência ao governador.
Segundo o Sintese, após cerca de um ano de audiências e negociações com o Governo do Estado, as tratativas teriam sido encerradas de forma unilateral em 2025. Diante disso, a categoria decidiu aprovar a greve. Entre as principais reivindicações estão a valorização profissional, a retomada da carreira do magistério e o descongelamento de gratificações.
Greve é questionada na Justiça
A Justiça sergipana declarou a ilegalidade da greve no mesmo dia em que o movimento foi iniciado. O sindicato, no entanto, contesta a decisão e afirma que ainda não foi oficialmente notificado, mantendo a paralisação.
Governo lamenta protesto
Em nota, o Governo de Sergipe afirmou que respeita o direito de manifestação das entidades sindicais, desde que ocorra de forma legítima e sem comprometer a integridade física das pessoas.
A gestão estadual também informou que o protesto acabou gerando tumulto em parte dos serviços que estavam sendo prestados à população durante o evento, afetando cidadãos que aguardavam atendimento.
O governo reforçou ainda que permanece aberto ao diálogo com a categoria e destacou que, desde o início da gestão em 2023, tem buscado manter negociações com os profissionais da educação, afirmando que segue cumprindo os compromissos assumidos com o magistério.
Fonte: Fan F1









