Antes de a reportagem prosseguir, “bata na madeira”! É o que pede Diogo Moreira, piloto brasileiro da MotoGP, ao falar com a ESPN sobre a primeira queda na classe rainha da motovelocidade e torcendo para que não aconteça novamente.
Agora imagine ver seu filho ou uma pessoa querida em cima de uma moto de alta performance, a mais de 300km/h, deslizando por curvas sinuosas e correndo risco constante. Essa é a rotina de Luiz Moreira, pai de Diogo.
Mesmo para uma ‘cobra criada’ na motovelocidade, com longa experiência no motocross e grande incentivador de Diogo, Luiz Moreira revelou à ESPN que o nervosismo de ver seu filho pilotando é o mesmo de sempre.
“A largada de uma corrida, Moto2, Moto3 ou MotoGP, a adrenalina é sempre a mesma. Dá um frio no coração, mas depois que larga você já consegue respirar um pouquinho melhor”, disse.
“Com o tempo a gente vai lidando melhor com a situação, vai acostumando um pouco, mas é muito difícil no começo quando vocês as quedas. Com o tempo, com a experiência, vamos sabendo lidar melhor, vendo corridas, treinos, tudo”, completou.
Diogo estará na pista do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, neste domingo (22), para a disputa do Grande Prêmio do Brasil de MotoGP, com transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.
Na sexta-feira (20), durante o segundo treino livre para a corrida, o piloto brasileiro fez seu 15º melhor tempo e sofreu sua primeira queda na temporada de estreia na classe rainha. Diogo já havia caído este ano, mas durante os treinamemos de pré-temporada.
Questionado se é na queda que se conhece a verdadeira potência de uma moto da principal categoria da motovelocidade, o piloto de 21 anos afirma que “é melhor” nem pensar nos riscos que corre dentro da pista.
“Tem que tocar na madeira para não cair mais (risos), mas depois da primeira queda (na pré-temporada) eu vi que muda muito. Muda a velocidade que a gente entra na curva, muda o risco que a gente toma. Mas não tenho que pensar nisso. Se pensar nisso, anda mais lento, com certeza”, disse Diogo.
“Ali, tem que tentar cometer o menos erro possível. Acho que é uma moto que tem muita eletrônica, muita tecnologia nela, então é mais difícil de ter uma queda. Tem muitos contorles na moto, então ajuda que a gente não caia”, completou.
A potência da MotoGP impressiona. Na primeira corrida do ano, na Tailândia, Diogo teve uma média, nas suas cinco maiores velocidades máximas atingidas, de 332.7km/h. A velocidade máxima registrada foi de 333.3km/h.
Nos primeiros treinos livres do Grande Prêmio do Brasil, a média de velocidade máxima do piloto brasileiro da LCR Honda foi de 328.4km/h. Com tempo de pista, Diogo espera ter um domínio completo sobre a moto e, consequentemente, conquistar tempos melhores e atingir velocidades maiores.
“Dominar (a moto) por completo ainda não. Acho que estamos num bom caminho. Estamos em uma fase muito boa, também, na Honda. A moto está começando muito bem. Vimos na corrida que os principais pilotos da Honda estavam na frente”, analisou.
“Para mim foi um fim de semana positivo (na Tailândia), fizemos 13º, agora temos que continuar entendendo. A moto é nova, tem muita coisa para aprender. Estamos num caminho legal, e acho que podemos fazer um trabalho com em Goiânia”, finalizou.
*Colaborou Filipe Saochuk
Onde assistir ao GP de Goiânia da MotoGP?
O MotoGP Grande Prêmio do Brasil, entre os dias 20 e 22 de março, tem transmissão ao vivo no plano premium do Disney+.
Fonte: ESPN









