O abastecimento de água em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, foi discutido em uma reunião realizada nesta terça-feira, 24, entre o prefeito Samuel Carvalho, representantes da Iguá Sergipe e da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). O encontro aconteceu na Câmara de Vereadores do município e foi convocado pela gestão municipal diante das constantes reclamações de moradores sobre a irregularidade no fornecimento em diversos bairros.
Durante o encontro, o prefeito destacou que o problema persiste há meses e reforçou a necessidade de respostas mais rápidas por parte das empresas responsáveis pelo serviço. “Nosso objetivo é solucionar essa situação, porque queremos o melhor para a população”, afirmou. Parlamentares municipais também participaram da reunião e relataram dificuldades enfrentadas pela população, principalmente em localidades como Taiçoca de Fora e o conjunto Fernando Collor, onde o abastecimento tem sido considerado insuficiente nos últimos dias.
De acordo com a Deso, o desabastecimento foi provocado por uma falha em um dos sistemas que atendem o município. O superintendente de Produção, Genival Lima, explicou que o problema surgiu após a interrupção do bombeamento para a instalação de um macromedidor. Segundo ele, durante a parada, foi identificada uma redução na captação de água em um dos pontos do sistema Ibura, após o esvaziamento de uma piscina utilizada no processo, o que provocou queda na produção entre 150 e 200 metros cúbicos.
A Iguá Sergipe informou que, após a resolução do problema, o sistema deverá ser normalizado. A concessionária também afirmou que mantém estudos para ampliar a distribuição de água no município. “Continuamos com o projeto, ainda para 2026, de estudo para entregar ao município de Socorro três grandes reservatórios na região norte da Taiçoca”, destacou o gerente institucional da empresa, Eduardo Lopes. Além disso, a empresa avalia a implantação de um modelo de setorização para melhorar a chegada de água nas áreas mais afastadas.
O prefeito ressaltou que esta não é a primeira reunião sobre o tema e afirmou que, caso o fornecimento não seja regularizado, medidas mais rígidas poderão ser adotadas. Entre as providências, estão o acionamento da Procuradoria-Geral do Município para adoção de medidas judiciais e a cobrança por ações imediatas para garantir a regularização do abastecimento de água no município.
Fonte: Fan F1








