A Associação Sergipana dos Papiloscopistas de Carreira (ASPAC) divulgou uma nota pública, na última quinta-feira, 26, manifestando insatisfação com as tratativas de valorização salarial junto ao Governo de Sergipe. Segundo a entidade, a categoria não foi contemplada nas medidas de correção da defasagem remuneratória, mesmo após meses de diálogo com a gestão estadual.
A manifestação ocorre após o Governo do Estado encaminhar à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) um pacote de projetos de lei que prevê reajustes salariais para diversas categorias do serviço público estadual.
Na nota, a ASPAC afirma que a carreira de papiloscopista passou por reestruturação com a Lei Complementar nº 353/2021, que passou a exigir formação de nível superior para ingresso no cargo, requisito que já foi aplicado no último concurso público realizado no estado. Ainda assim, de acordo com a associação, a remuneração da categoria permanece vinculada a uma tabela historicamente associada a cargos de nível médio.
De acordo com a entidade, a tabela remuneratória apresentada pelo governo para 2026 aponta diferença significativa entre os vencimentos iniciais das carreiras periciais. Enquanto o cargo de papiloscopista tem vencimento básico inicial de R$ 3.452,79, outras carreiras periciais iniciam com remuneração de R$ 8.384,39.
Segundo a ASPAC, o valor representa cerca de 41% do salário inicial das demais carreiras periciais, o que, na avaliação da associação, evidencia uma disparidade salarial entre profissionais que possuem o mesmo nível de exigência de escolaridade.
A entidade também destaca que os papiloscopistas exercem atividades técnico-científicas ligadas à identificação civil e criminal, incluindo exames papiloscópicos, atuação em locais de crime e identificação de pessoas privadas de liberdade ou sem documentação. Além disso, os profissionais são responsáveis por cerca de 90% das identificações de corpos no Instituto Médico Legal (IML).
Ainda segundo a associação, em outros estados brasileiros a carreira já passou por mudanças estruturais, incluindo a adoção da nomenclatura perito papiloscopista ou a integração à carreira de perito oficial.
A ASPAC informou que segue em diálogo com o Governo do Estado e mantém a expectativa de avanço nas negociações. A entidade também afirmou que a ausência de adequação salarial pode gerar descontentamento entre os profissionais e impactar o desempenho das atividades.
O Portal Fan F1 procurou as secretarias de Estado da Administração (SEAD) e da Casa Civil (SECC) sobre as reivindicações da categoria, mas até a publicação desta matéria não houve envio de nota oficial.
Fonte: Fan F1









