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“A impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação”, diz Alexandre de Moraes


Na manhã desta terça-feira, 2 de setembro de 2025, começou o julgamento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições de 2022. Nos procedimentos iniciais, o ministro e relator Alexandre de Moraes fez considerações iniciais e a leitura do relatório.

Na ocasião, ele rememorou os avanços democráticos do Brasil desde a implementação da Constituição Federal de 1988. “O Brasil chega hoje, em 2025, quase 37 anos da Constituição de 1988 e 40 anos da redemocratização, com uma democracia forte, as instituições independentes, uma economia em crescimento e a sociedade civil atuante. Obviamente isso não significa que foram 37 anos de tranquilidade política, econômica ou social. Mas significa, presidente, que as balizas definidas pela Constituição Federal, para nosso Estado democrático de direito, se mostraram acertadas e impediram inúmeros retrocessos”, apresentou.

Sobre o julgamento em questão, o ministro reafirmou que o país só tem a lamentar mais uma tentativa de golpe de Estado e, consequentemente, o atentado à democracia. “O país e a Suprema Corte só têm a lamentar que na história republicana brasileira se tenha novamente tentado um golpe de estado atentando-se contra as instituições e a própria democracia pretendente à instalação de um estado de exceção e uma verdadeira ditadura”, disse.

Por fim, ele explicou que o caminho da impunidade não é uma opção para a justiça. “Nesses momentos, a história nos ensina que a impunidade, a omissão e a covardia não são opções para a pacificação, pois o caminho aparentemente mais fácil, e só aparentemente, que é o da impunidade, que é o da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade e corrói a democracia, como lamentavelmente o passado recente do Brasil demonstra”, finaliza.

Após a fase inicial, o ministro deu seguimento à leitura da Ação Penal 2668, que detalhou os crimes pelos quais os réus estão sendo julgados e trouxe detalhes da denúncia.



Fonte: Fan F1

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