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Treasuries sobem enquanto Powell destaca limites do Fed diante de choques de oferta


Os Treasuries avançaram depois que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que as amplas tarifas do presidente Donald Trump resultaram em um aumento de preços pontual e que o banco central tem pouco controle sobre choques de oferta, como a alta dos preços do petróleo provocada pela guerra.

Os movimentos no mercado de dívida pública dos EUA, de US$ 31 trilhões, se intensificaram enquanto Powell falava, com ganhos anteriores ligados à preocupação de que o conflito no Oriente Médio vá prejudicar o crescimento econômico global. Isso reavivou a demanda por títulos soberanos depreciados ao redor do mundo — e atraiu o interesse de casas como Pacific Investment Management Co., JPMorgan Chase & Co. e Columbia Threadneedle Investments.

Enquanto Powell falava para uma turma de estudantes em Harvard na segunda-feira, os rendimentos (yields) dos títulos de dois a sete anos ampliaram as quedas do dia para pelo menos 10 pontos-base. Os traders, por sua vez, em grande parte recuaram de suas apostas em uma alta de juros ainda este ano e voltaram a precificar a chance de um corte até o fim de 2026.

A forte alta dos títulos vem após semanas de venda, impulsionadas pela disparada dos custos do petróleo e pela preocupação com possíveis aumentos das taxas de juros pelos bancos centrais. A recente mudança de foco para o desaquecimento do crescimento econômico está reduzindo os temores de que as autoridades monetárias precisem adotar uma postura agressivamente hawkish para controlar a inflação.

Os rendimentos dos Treasuries de dois anos — entre os títulos mais sensíveis a mudanças na política monetária — caíram para 3,81%, após recuarem sete pontos-base na sexta-feira. Os yields dos papéis de 10 anos, referência do mercado, caíram pouco mais de nove pontos-base, para 4,33%. Os rendimentos dos títulos de 10 anos do Reino Unido, da Alemanha e do Japão também recuaram.

Alguns dos maiores fundos de renda fixa dos EUA, incluindo a Pacific Investment Management, afirmam que os mercados financeiros estão subestimando o risco de a guerra com o Irã desencadear uma forte desaceleração. O Goldman Sachs Group Inc. disse que a probabilidade de uma recessão ao longo dos próximos 12 meses subiu para cerca de 30%.

A guerra — que já entra no segundo mês — não dá sinais de acabar, mesmo após os EUA prorrogarem o prazo para que Teerã concorde em reabrir o Estreito de Ormuz. Isso deixou o West Texas Intermediate (WTI) a caminho de registrar uma alta mensal de mais de 50%. O barril subia mais de 2%, em torno de US$ 102, nos negócios desta segunda-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou mais cedo em uma postagem em rede social que o governo está em “negociações sérias” com o regime, ameaçando novos ataques à infraestrutura de petróleo e eletricidade do Irã caso um acordo não seja alcançado.

© 2026 Bloomberg L.P.





Fonte: Em Sergipe

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