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Estado firma pacto integrado para ampliar proteção às mulheres e acelerar respostas a casos de violência em Sergipe


Um pacto integrado entre instituições públicas e entidades da sociedade civil foi firmado nesta segunda-feira, 30, no Palácio dos Despachos, em Aracaju, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres e garantir respostas mais rápidas em casos de violência. A iniciativa também prevê a ampliação do suporte a pessoas em situação de vulnerabilidade no estado.

A ação reúne órgãos do Governo de Sergipe, instituições de controle, Judiciário, Legislativo e representantes da sociedade civil, em uma estratégia conjunta para integrar políticas públicas e tornar mais eficaz o enfrentamento à violência contra a mulher.

De acordo com a primeira-dama e secretária de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania, Erica Mitidieri, o encontro marcou um avanço importante ao reunir, em um mesmo espaço, diferentes atores que já atuam na pauta.

“Foi uma reunião onde a gente conseguiu trazer todos os entes para a mesa, todos os órgãos, governo, controle social e as entidades também participando, atuando e mostrando quais são as ações que estão sendo feitas no estado. Muitas ações já acontecem, mas, às vezes, de forma individual”, destacou.

Segundo ela, o principal objetivo é justamente integrar essas iniciativas para ampliar o alcance das políticas públicas. “A gente trouxe essa somação, dar as mãos e todo mundo trazer todas as ações de uma forma conjunta, coletiva, integrada, para que a gente tenha realmente um alcance maior”, afirmou.

Durante o encontro, foram discutidas ações já desenvolvidas nas áreas de educação, saúde e segurança pública, além de iniciativas conduzidas por instituições como OAB, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas.

A secretária também ressaltou a importância de ouvir a sociedade civil, especialmente entidades que atuam diretamente no atendimento às mulheres vítimas de violência. “São instituições que estão na ponta, sentindo a dor dessas mulheres. Então, como a gente, de forma integrada, pode fazer a diferença e trazer um impacto real?”, pontuou.

Ações imediatas e de longo prazo

Erica Mitidieri destacou que o enfrentamento à violência exige estratégias tanto emergenciais quanto estruturais, com destaque para o papel da educação.

“São necessárias ações imediatas, mas também ações de longo prazo. Muito disso perpassa pela educação, por quebrar esse machismo estruturante e trazer o compromisso dos homens com essa pauta. Não é só sobre as mulheres, é sobre os homens também”, afirmou.

Ela reforçou ainda a importância do engajamento masculino no combate à violência. “Os homens precisam, nas rodas de conversa, quebrar falas machistas e entender que isso impacta toda a sociedade. Pode não ser alguém que ele conheça hoje, mas pode ser uma filha, uma irmã ou alguém próximo”, disse.

Integração permanente

A proposta do governo é que o grupo formado a partir do pacto funcione de forma contínua, como uma força-tarefa permanente.

“Essas ações são constantes, não se limitam a um mês. Precisam ser monitoradas durante todo o ano. Um órgão precisa saber o que o outro está fazendo. A palavra principal aqui foi integração”, destacou a secretária.

Ela também enfatizou que a articulação entre os órgãos deve garantir mais eficiência na execução das políticas e no atendimento às vítimas. “Todo mundo falando a mesma língua e se somando para um propósito único, que é proteger as mulheres no nosso estado”, afirmou.

Protocolos e combate à subnotificação

Outro ponto discutido foi a criação de protocolos integrados para orientar a atuação dos órgãos e facilitar o acesso das vítimas aos serviços.

“A gente conversou sobre esse pacto para que fique tudo muito bem distribuído e esclarecido, e que a gente consiga chegar ainda mais nessa mulher. Quando a gente soma ações, dá mais robustez ao projeto e ao impacto”, explicou.

A secretária também chamou atenção para o medo que ainda impede muitas mulheres de denunciarem agressões. “Uma das coisas que mais ocorre é a ausência da denúncia por medo. ‘Eu vou me expor e o que vai acontecer depois?’ Então, precisamos mostrar que existe uma rede que funciona e que não vai haver impunidade”, disse.

Impacto esperado

A expectativa do governo é que a iniciativa gere resultados concretos no enfrentamento à violência contra a mulher em Sergipe e possa servir de referência para outros estados.

“Foi uma reunião muito produtiva, com contribuições ricas. A gente espera colher grandes frutos e conseguir, de forma coletiva, fazer a diferença e combater essa violência no nosso estado”, concluiu Erica Mitidieri.



Fonte: Fan F1

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