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OPINIÃO: Neymar que deseja a Copa dá show em indefesos, mas some contra grandes


Neymar foi decisivo na Vila Belmiro na vitória do Santos por 2 a 0 sobre o Remo, um adversário fragilizado. De novo.

Já tinha sido desse jeito contra Sport, Vasco e agora o time do Pará. Em comum entre os três adversários, a lanterna do Brasileirão no momento em que enfrentaram a equipe alvinegra e seu camisa 10.

Também foi assim no Paulista de 2025 contra Água Santa e Inter de Limeira, este fora de casa — ambos acabaram rebaixados. No Brasileirão, fez cinco gols em dois jogos no também condenado Juventude.

O problema começa quando o jogo cresce. Porque Neymar simplesmente não aparece.

O cartão amarelo infantil, estúpido e desnecessário contra o Remo, que o tira do duelo contra o Flamengo, no Maracanã, não é um acidente. É um retrato. Mais uma ausência em um grande jogo.

E já são muitas!

Desde que voltou ao Santos, ele participou de apenas três dos 15 clássicos (20%). Não fez gol, não decidiu, não jogou bem em nenhum.

Contra os grandes, Neymar não é protagonista. É coadjuvante — isto quando está em campo.

E a pergunta é inevitável: desde a Copa de 2022, contra a Croácia — quando fez um golaço na prorrogação, mas logo depois se omitiu nos pênaltis —, qual foi o grande desafio que ele decidiu?

São quase 16 meses de retorno ao Santos. Apenas 13 gols: 10 em pequenos. Como eu disse, só o Juventude levou 5. E apenas 3 em times grandes, sendo que 2 no Vasco, na Vila, quando estava em crise absoluta e era lanterna. O mesmo Vasco, em alta, fez 6 a 0 no Santos, com Neymar e tudo.

Gol em jogo grande de verdade? Apenas um: Flamengo, novamente na Vila, pelo primeiro turno do Brasileiro de 2025. Aí, sim!

Mas, vale lembrar: no Maracanã, no segundo turno, foi irrelevante. E ainda deu vexame.

E na edição deste ano, sequer irá jogar. Porque levou um cartão amarelo inexplicável, por reclamação, aos 41 minutos do segundo tempo de um jogo que seu time vencia por 2 a 0 em casa.

E aí não importa mais que tenha decidido contra o Remo. Pois o gigantesco talento existe. Isto é incontestável. Sempre estará lá. Em dois toques, definiu o jogo.

Só que isso já não serve mais como parâmetro!

Porque Copa do Mundo não é contra Remo, Água Santa, Inter de Limeira, Sport, Mirassol, Bragantino ou Juventude.

É contra França, Espanha, Inglaterra, Argentina, Alemanha, Holanda, Portugal.

E o Neymar de hoje não se prova mais contra esse nível de intensidade.

Até a Copa, por exemplo, o Santos terá como maior adversário o Palmeiras. Mas o jogo é no Allianz, e sabemos que Neymar não joga no sintético. Ou seja…

Também teria um grande desafio contra o San Lorenzo, na Argentina, mas será que o Santos vai poder contar com ele?

A sensação é simples, o padrão é claro: Neymar ainda é genial. Mas só quando o jogo permite. E o oponente não oferece muita resistência.

Quando o desafio é grande e exige uma entrega maior, ele simplesmente some. De um jeito ou de outro.

E, assim, dá adeus à Copa.

Que pena!

Em tempo: deixar de fora da lista de convocados meninos como Endrick, 19 anos, ou até Rayan, da mesma idade, que podem ter mais três Copas pela frente, para levar este Neymar, que nada faz ou some quando realmente importa há anos, seria uma grande injustiça.

Convenhamos, como aconteceu com o mesmo Neymar na Copa de 2010.



Fonte: ESPN

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