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Diagnóstico tardio de filho com TEA inspira mãe a seguir na psicologia e apoiar famílias atípicas


Sônia Regina, mãe atípica de Leonardo, hoje com 17 anos, transformou a própria trajetória após descobrir o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) do filho aos 14 anos.

Em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, nesta segunda-feira, 13, a contadora de formação contou que a experiência pessoal foi decisiva para uma mudança de rumo profissional e de propósito.

“Eu sou contadora e fiquei um bom tempo aí nessa longa jornada, e hoje sou também estudando psicologia. Foi o que me trouxe a aprofundar o conhecimento na parte de mães atípicas, porque eu descobri o diagnóstico do meu filho um pouco tardio. E isso me fez com que realmente eu parasse um pouco minha rotina, que era muito intensa, pra poder entender um pouco mais sobre o assunto”, relata.

Segundo Sônia, foi durante o período da pandemia que sinais começaram a chamar sua atenção. Ela explica que a maior convivência permitiu observar comportamentos do filho que antes passavam despercebidos.

“Percebi realmente alguns comportamentos mais rígidos, mais intolerantes, mais irritabilidade, o caminhar também na ponta dos pés, que eu não tinha observado”, disse.

A decisão de estudar psicologia surgiu, inicialmente, como uma forma de lidar melhor com a realidade dentro de casa. “Na verdade, a psicologia veio justamente para eu saber lidar melhor com a situação com ele”, afirmou.

Com o avanço nos estudos, veio o desejo atuar diretamente no atendimento clínico, com foco em casos semelhantes ao do filho. Sônia destaca que deseja trabalhar especialmente com adolescentes e adultos que receberam diagnóstico tardio.

“E hoje eu percebo cada vez mais que eu quero realmente na parte clinicar, que é justamente ajudar as crianças e os adolescentes. Principalmente adolescentes e adultos que têm esse diagnóstico tardio, que foi o caso do meu filho. Realmente, assim, quando eu tenho um diagnóstico quando criança, é muito mais fácil a interação e começar a viver isso e ter, vamos dizer, o autismo não tem cura, mas consegue, vamos dizer, elevar o nível, uma facilidade na sociedade muito mais rápido”, pontuou.

Ela ressalta que, quando o diagnóstico acontece mais tarde, os desafios tendem a ser maiores, justamente pela ausência de intervenções precoces ao longo do desenvolvimento.

“E quando você tem um diagnóstico tardio, isso dificulta um pouco mais, porque ele perdeu um tempo lá atrás, vamos dizer, uma base que poderia ter sido melhorada. E acabou não tendo esse desenvolvimento, porque o diagnóstico”, disse ela.

Para ela, o diagnóstico, mesmo quando tardio, representa um ponto de partida para compreensão e adaptação da rotina familiar.

“É muito melhor você saber desse diagnóstico, não é o fim da vida, mas sim um começo para você entender como é que seu filho se comporta, como é que realmente vai ser a vida dele. E, no dia a dia, você entender um pouco mais sobre isso, porque os desafios vão vir, e não é que mais fácil, mas mais compreendido, no sentido de que: ‘eu sei porque ele está passando por isso, eu sei porque ele se comporta dessa forma’”, finalizou.



Fonte: Fan F1

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