A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), elevou o tom contra a Iguá e o Governo do Estado ao comentar, em vídeo publicado na noite desta quarta-feira, 16, os impasses envolvendo a obra da Avenida Maranhão.
Na declaração, a gestora afirmou que a empresa só anunciou a realização de reparos na rede de abastecimento após sofrer pressão pública e desgaste diante das críticas relacionadas à falta de água e aos transtornos registrados em diversas regiões do estado.
“A gente viu um exército tentando construir uma realidade paralela ao que realmente aconteceu. Mas vamos aos fatos”, disse a prefeita.
Segundo Emília, a Prefeitura de Aracaju está com a obra pronta para avançar, mas impedida por constantes rompimentos na tubulação de água, responsabilidade da concessionária. Ela destacou que, desde o início do problema, a gestão municipal vem adotando uma série de medidas.
“O que nós fizemos desde o início? Cobramos, enviamos ofícios, registramos os rompimentos, alertamos sobre os prejuízos, entramos na Justiça, criamos um comitê de monitoramento. Fizemos o que uma gestão responsável precisa fazer”, afirmou.
A prefeita também reforçou que a resposta da empresa ocorreu após pressão institucional e pública.
“Isso não aconteceu por acaso. Isso aconteceu porque houve cobrança, porque houve enfrentamento”, declarou.
Em outro momento, Emília Corrêa questionou a atuação do Governo do Estado ao lembrar que, após o anúncio do comitê municipal, foi criado um grupo de trabalho estadual com objetivo semelhante.
“Logo depois que eu anunciei a criação do comitê, o governo criou um grupo de trabalho no outro dia. É no mínimo curioso”, pontuou.
Ela também levantou questionamentos sobre a atuação da Agrese, responsável pela fiscalização do serviço.
“Aí é de se perguntar: esse tempo todo que a população está sofrendo com falta de água, a Agrese não interveio? Não viu a situação da Avenida Maranhão?”, criticou.
A prefeita ainda relacionou a atual crise à concessão do serviço à iniciativa privada, após o processo envolvendo a Deso, e responsabilizou decisões do Governo do Estado pelos problemas enfrentados.
“A Iguá não caiu do céu, ela foi contratada pelo governo do Estado. Foi uma escolha. E hoje quem sofre com essa escolha é a população”, disse.
Em tom mais incisivo, Emília criticou a tentativa de, segundo ela, transformar a empresa em solução para um problema já existente.
“Não dá pra querer ser o salvador de um problema que você mesmo criou. Não dá pra subestimar a inteligência do povo”, disparou.
Apesar de o município não ser responsável pela concessão, a prefeita afirmou que continuará cobrando soluções.
“No que depender de mim, eu vou continuar cobrando. Quem está sofrendo é o povo”, concluiu.
Ao final, Emília também afirmou que seguirá utilizando suas redes sociais para rebater versões divergentes sobre o caso.
“Enquanto eu tiver esse espaço para conversar com o povo, eu vou utilizar e vou desmontar todas essas narrativas”, finalizou.
Fonte: Fan F1









