A Justiça de Sergipe determinou a intervenção no Dorense Futebol Clube e nomeou o ex-senador José Almeida Lima como administrador provisório da agremiação por um período de 180 dias. A decisão liminar, proferida, na última terça-feira, 14, pela 1ª Vara Cível e Criminal de Nossa Senhora das Dores, também afastou o então gestor Ronaldo da Silva por irregularidades na condução do clube.
A medida foi tomada após ação que apontou um cenário de desorganização institucional, com ausência de eleições desde 2014 e permanência irregular do presidente no cargo por mais de uma década. A magistrada reconheceu a existência de “acefalia administrativa”, diante da inexistência de registros formais da diretoria após o fim do mandato em 2016.
Com a decisão, todos os cargos diretivos foram declarados vagos, e o ex-presidente está proibido de praticar qualquer ato de gestão ou representação do clube, sob pena de multa diária.
Trajetória política
Nomeado para conduzir a intervenção, Almeida Lima é uma figura conhecida da política sergipana. Advogado, ele exerceu mandato como deputado estadual (1991-1992), prefeito de Aracaju (1994-1996), senador da República (2003-2011) e deputado federal (2011-2015).
Com forte atuação política no estado, ele agora assume um papel administrativo no futebol, com a missão de reorganizar institucionalmente o Dorense em um momento considerado crítico.
Comunicado oficial
Em publicação nas redes sociais, o Dorense confirmou a decisão judicial e anunciou a nova gestão provisória.
Segundo o clube, foram declarados vagos todos os cargos dos conselhos deliberativo, diretor, consultivo e fiscal. A nova administração terá José Almeida Lima como interventor, auxiliado por Daniel Santos e Estácio Anteógenes Moraes de Matos.
Ainda de acordo com o comunicado, o mandato terá duração de 180 dias, período em que serão realizadas ações de regularização institucional e convocação de novas eleições.
“Que essa nova fase traga dias melhores para o nosso Dorense!”, diz trecho da nota divulgada pelo clube.
Rebaixamento em campo
A intervenção ocorre em meio a um momento delicado também dentro de campo. O Dorense disputou o Campeonato Sergipano da Série A1 deste ano, mas acabou sendo rebaixado para a Série A2 de 2027.
A queda foi confirmada na última rodada da competição, quando a equipe terminou na 9ª colocação, ficando entre os clubes que desceram de divisão.
Reorganização e prazos
Durante os 180 dias de gestão provisória, o administrador terá poderes para regularizar a situação cadastral e financeira do clube, além de promover o recadastramento de sócios e convocar eleições para a escolha de uma nova diretoria.
O antigo gestor deverá entregar imediatamente documentos, bens e o controle administrativo da agremiação, podendo haver uso de força policial em caso de descumprimento.
O Ministério Público de Sergipe foi intimado para acompanhar o caso.
O que diz Ronaldo da Silva
Procurado pelo Portal Fan F1, o presidente afastado, Ronaldo da Silva, disse que vai avaliar com o jurídico para responder.
Fonte: Fan F1









