A desembargadora Eva do Amaral do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) demonstrou indignação contra os cortes dos penduricalhos para funcionários do judiciários e Ministério Público em uma sessão da Terceira Turma de Direito Penal ocorrida no dia 9 de abril, logo após o início da medida imposta no mês de março.
Segundo a Eva, após a nova resolução juízes tem enfrentado diversas dificuldades com a limitação dos pagamentos como a perca de acesso a tratamentos de saúde e consultas. “Hoje a gente vive uma tensão enorme porque não se vai ter daqui a algum tempo como pagar nossas contas. Colegas estão deixando de frequentar gabinetes de médicos porque não vão poder pagar consultas. Outros estão deixando de pagar remédios.”, disse a desembargadora.
A magistrada afirmou ainda os juízes agora são encarados como “bandidos”, além de propor que o corte irá colocar os servidores “no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”.
Na fala, a desembargadora ressaltou também que a população “vai sentir” o efeito dessa medida quando procurar pela Justiça e “realmente não tiver”.
Segundo informações da Metrópoles, Eva do Amaral empossada em 2020, recebeu R$117,8 mil reais brutos somente no mês de março, em que houve a limitação de pagamentos para membros do judiciário e Ministério Público. No líquido, a magistrada ganhou R$ 91.211,82.
* Com informações do Metrópoles
Fonte: Fan F1









