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Mesmo diante fatos que levantam suspeitas, SSP garante que facções criminosas não estão instaladas em Sergipe


Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta sexta-feira, 5, o coordenador de comunicação da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), Lucas Rosário, trouxe revelações sobre a atuação das forças de segurança do estado no combate ao crime organizado.

Os esclarecimentos vieram após moradoras do município de Santo Amaro das Brotas serem apontadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como envolvidas em esquema criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Em Sergipe, essas duas mulheres que foram apontadas dentro da investigação, pelo que foi divulgado, são servidoras públicas, mulheres que historicamente não tinham qualquer vínculo com grupos criminosos ou com qualquer antecedente criminal, e elas foram cooptadas por esse grupo criminoso para que os dados delas pudessem ser utilizados na lavagem do dinheiro. Isso ficou muito claro na visão de toda a investigação. Inclusive, o Gaeco aqui solicitou informações formais lá para São Paulo, para que a situação fique muito mais clara. Então, isso revela, em um primeiro momento, que a gente não tem uma consolidação desse grupo organizado paulista aqui no Estado de Sergipe”, destacou.

Na ocasião, ele explicou que o município em questão não tem um grande histórico de criminalidade. Inclusive, neste ano, não houve nenhum caso de homicídio. Mas, diante dos casos recentes, ele ressaltou: “É preciso deixar claro que hoje a segurança pública tem uma estrutura muito consolidada, nossa inteligência está muito antenada para qualquer movimento estranho”, explicou.

Ele ainda ressaltou que já houve atuação do estado contra o crime organizado, mas em regiões que fazem limite com estados onde há disputa entre facções criminosas, como a Bahia. Mas, no território sergipano, segundo Rosário, a polícia está preparada para atuar caso haja necessidade.

“Não há lugar em Sergipe que a Polícia Militar, a Polícia Civil não entre. Se houver qualquer situação como essa, a gente vai combater. Então, nós temos algo que é preocupante, e nós nunca negamos isso, que temos estados vizinhos, sobretudo a Bahia, que tem pelo menos sete grandes facções criminosas, facções muito vinculadas a essa organização criminosa paulista que você citou, e também uma organização criminosa do Rio de Janeiro […] Já fizemos várias operações em Sergipe, sobretudo nas regiões limítrofes, o que revela uma preocupação e uma capacidade de monitoramento muito grande por parte da Segurança Pública. […] Então, o que eu quero tratar e reforçar, o nosso comprometimento com a população sergipana, é de que a gente não ignore qualquer movimento estranho, mas que hoje, Sergipe está preparado para fazer qualquer tipo de enfrentamento”, destaca.

CORPO CARBONIZADO

No início desta semana, um homem foi encontrado morto, amarrado e com o corpo carbonizado, no bairro Capucho, em Aracaju, o que pode indicar também a presença de facção criminosa. Apesar do crime ter sido cometido com requintes de crueldade, Rosário explica que é prematuro relacionar o caso ao crime organizado.

“Esse presidiário que foi colocado em liberdade no final do ano passado, o histórico dele é de roubo, então, assim, ele não tem características iniciais de ser parte de qualquer tipo de facção criminosa. A prática dele, segundo o levantamento que nós fizemos com o sistema prisional da Bahia, são vários roubos praticados, e um caso muito recente que chamou bastante a atenção, a venda de forma ilegal e fraudulenta da casa da ex-companheira”, finaliza.



Fonte: Fan F1

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