Investir em cuidado, dignidade e novas oportunidades de recomeço. Foi com esse propósito que a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (FUNESA) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu uma capacitação voltada aos profissionais que atuam diretamente com pessoas com transtorno mental em conflito com a lei. A iniciativa fortalece a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e reafirma o compromisso do Estado com uma assistência mais humanizada, inclusiva e baseada em direitos.
Mais do que qualificar tecnicamente, a formação promove um novo olhar sobre o cuidado em saúde mental, integrando diferentes áreas como saúde, justiça e assistência social. A proposta é preparar os profissionais para lidar com situações complexas do cotidiano, respeitando princípios como a integralidade, a equidade e os direitos humanos, além de contribuir para processos mais eficazes de desinstitucionalização e reinserção social, ampliando as possibilidades de cuidado nos territórios.
A psicóloga Isabel Cristina destacou a importância da qualificação contínua para quem atua na linha de frente do cuidado. “O aprendizado continuado é essencial, principalmente porque estamos lidando com um serviço relativamente novo e cheio de desafios. Essa capacitação nos proporciona trocas muito ricas, que vão contribuir diretamente para a nossa prática e para os atendimentos que realizamos no dia a dia. Cada caso é único e exige preparo, sensibilidade e articulação entre toda a rede”, afirmou.
A psicóloga Taís Queiroz ressaltou que a educação permanente é fundamental para fortalecer a atuação das equipes. “Quem está na linha de frente precisa de espaços de troca e reflexão. A saúde mental é um campo complexo, que exige discussão coletiva e atualização constante. Esses momentos ajudam a construir respostas mais adequadas para os casos, fortalecendo o cuidado e a qualidade do atendimento ofertado”, explicou.
A assistente social da Unidade de Custódia Psiquiátrica de Aracaju, Vera Carvalho, enfatizou o papel da integração entre os serviços no avanço da desinstitucionalização. “Essa capacitação fortalece o diálogo entre as equipes e aproxima os diferentes pontos da rede. Esse alinhamento é essencial para que possamos garantir um cuidado mais eficaz, principalmente para aqueles usuários que ainda estão em unidades de custódia e precisam de suporte para reconstruir suas trajetórias fora desses espaços”, destacou.
Fonte: Fan F1









