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Irã analisa proposta dos EUA e dará resposta ao Paquistão, diz agência


O Irã está analisando uma proposta dos Estados Unidos para encerrar a guerra que já dura mais de dois meses e transmitirá suas opiniões ao mediador, o Paquistão, informou nesta quarta-feira (6) um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, segundo a agência de notícias ISNA.

O chanceler do país, Abbas Araqchi, declarou nesta quarta-feira (6) que o Irã só aceitará um acordo para acabar com a guerra se for “justo e abrangente“.

“Faremos o possível para proteger nossos direitos e interesses legítimos nas negociações”, disse Araqchi, que está em Pequim, após uma reunião com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, segundo a mídia iraniana. “Só aceitaremos um acordo justo e abrangente.”

Ele não comentou diretamente a oferta de Trump de uma pausa na operação americana para guiar navios pelo Estreito de Ormuz, feita anteriormente como incentivo para ajudar a chegar a um acordo entre os dois lados.

“Concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade… será pausado por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado”, escreveu Trump nas redes sociais.

O estreito está praticamente fechado desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, bloqueando cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e desencadeando uma crise energética global.

Países podem chegar a um acordo

Uma fonte do Paquistão e outra a par da mediação informaram que os Estados Unidos e o Irã estão perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra no Golfo.

As fontes confirmaram informações inicialmente divulgadas pelo veículo de imprensa americano Axios. O memorando proposto, com 14 pontos e uma página, encerraria formalmente a guerra, seguido de discussões para desbloquear a navegação pelo Estreito de Ormuz, suspender as sanções americanas contra o Irã e concordar com restrições ao programa nuclear iraniano.

“Vamos concluir isso muito em breve. Estamos chegando perto”, afirmou a fonte do Paquistão, que sediou as únicas negociações de paz da guerra até o momento e continua atuando como mediador, encaminhando propostas entre as partes.

O memorando foi divulgado horas depois do presidente dos EUA, Donald Trump, suspender uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz, alegando progresso nas negociações de paz.

O Irã afirmou que, agora que as “ameaças” dos EUA haviam terminado, a passagem pelo estreito seria possível sob novos termos que estavam sendo implementado, sem dar detalhes.

A Casa Branca, o Departamento de Estado e autoridades iranianas contatadas pela agência de notícias Reuters não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O canal de notícias americano CNBC citou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano dizendo que Teerã estava avaliando uma proposta americana de 14 pontos.

Principais exigências dos EUA não foram mencionadas 

A fonte informada sobre a mediação disse que as negociações dos Estados Unidos estavam sendo lideradas pelo enviado especial, Steve Witkoff, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.

Se as duas nações aceitassem o acordo preliminar, isso iniciaria o prazo de 30 dias para negociações detalhadas visando um acordo completo, explicou a fonte.

A fonte também afirmou que o acordo completo incluiria a suspensão das sanções americanas e a liberação de fundos iranianos congelados, Teerã e Washington suspendendo os bloqueios concorrentes no Estreito de Ormuz e restrições ao programa nuclear iraniano, com o objetivo de buscar uma pausa ou moratória no enriquecimento de urânio pelos iranianos.

Embora as fontes tenham afirmado que o memorando não exigiria concessões de nenhum dos lados inicialmente, as fontes e o site Axios não mencionaram diversas das principais exigências que Washington fez no passado e que foram previamente rejeitadas pelo Irã.

Entre as exigências americanas não mencionadas estão: restrições ao programa de mísseis do Irã e o fim do apoio a milícias aliadas no Oriente Médio.

Embora as fontes tenham mencionado uma moratória sobre o enriquecimento futuro de urânio por Teerã, não fizeram referência ao estoque atual do país, que conta com mais de 400 kg de urânio enriquecido a níveis próximos ao necessário para armas nucleares.

Washington já exigiu que o Irã entregasse esse estoque como condição para o fim da guerra.

A reportagem da Axios afirmou que os EUA esperam respostas iranianas sobre diversos pontos-chave nas próximas 48 horas.



Fonte: CNN

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