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Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação sobre caso Master à PF e PGR


A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República a proposta de delação premiada relacionada às investigações do caso Master, que apura suspeitas de fraudes bilionárias no mercado financeiro. O material foi encaminhado em um pen drive e já começou a ser analisado pelas autoridades.

A avaliação inicial ficará a cargo da PF e da PGR, que vão verificar se as informações apresentadas trazem elementos inéditos e provas capazes de sustentar os inquéritos em andamento. Integrantes da investigação estimam que essa etapa pode levar mais de dois meses.

Segundo informações reveladas pela CNN, a proposta foi organizada em anexos separados por personagens e episódios específicos. O conteúdo inclui relatos de encontros, viagens, festas e reuniões envolvendo agentes políticos, com indicação de datas, cidades e horários.

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De acordo com interlocutores com acesso ao material, há menções a políticos de diferentes espectros ideológicos, embora a maior parte das citações envolva nomes ligados ao centro político.

Os investigadores ainda não tratam o material como delação homologada. A tendência é que, após a triagem inicial, a PF e a PGR convoquem Vorcaro para novos depoimentos, etapa necessária para estruturar um eventual acordo formal de colaboração que, posteriormente, precisaria ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

Ainda segunda a apuração da emissora, os principais pré-candidatos à Presidência da República ficaram fora da proposta entregue até agora. Segundo fontes ligadas às investigações, não aparecem no material os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

Ainda segundo relatos obtidos pela CNN, um ex-candidato à Presidência atualmente inelegível teria sido citado em um dos anexos da proposta.

Vorcaro negocia um acordo de colaboração desde março, quando foi transferido do presídio federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal. A mudança ocorreu justamente para facilitar as tratativas com investigadores e encontros frequentes com sua defesa.

Preso preventivamente pela segunda vez em 4 de março, em São Paulo, o ex-banqueiro é apontado como um dos principais alvos da investigação sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também foi detido e segue preso.





Fonte: Em Sergipe

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