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“O poder público não dá um centavo”, diz Fábio Meireles sobre ONG presidida por sua esposa


Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta segunda-feira, 8, o vereador de Aracaju, Fábio Meireles, comentou a polêmica envolvendo a ONG Olhar Carinhoso, presidida por sua esposa, após questionamentos sobre uma emenda parlamentar destinada à entidade.

Ao comentar o assunto, ele destacou que houve apenas uma indicação de recurso no ano passado, mas que a entidade não pretende receber o valor. “Em 2025, houve um apontamento do meu colega, meu amigo, Sargento Byron, no valor de 80 mil. Só que com essas informações que chegam agora, Ítala já disse que não vai querer a emenda. Porque sempre foi custeada — a ONG sempre foi custeada com o dinheiro dela, e ela sempre me pede ajuda para que eu possa ajudar, e eu ajudo”, afirma.

O parlamentar também comentou os trechos de vídeos que geraram polêmica nas redes sociais e esclareceu a interpretação que faz de uma das expressões utilizadas. “O termo que ele utilizou, um dos termos, foi que ela é ‘receptora de emenda’. Na ideia popular, é como se já recebe emendas. Mas eu preferi entender como ‘ela está pronta, apta a receber emendas’. Se é por esse caso, ele está certo: ela está pronta para receber.”

Em seguida, ele ressaltou que a ONG sequer possui conta bancária destinada ao recebimento de recursos públicos, justamente porque ainda não recebeu nenhuma emenda.

“A ONG Olhar Carinhoso nem conta bancária para recebimento ainda ela tem. Porque o contador — a contadora e o economista disseram: ‘Ítala, só abra a conta para não ficar gerando mais gastos ainda quando for o tempo de receber a emenda.’ Mas, conhecendo Ítala pelo que ela já disse, ela não volta atrás, ela não vai querer essa emenda e vai continuar trabalhando do mesmo jeito com as mães neurodivergentes, com as crianças neurodivergente”, diz.

Por fim, o parlamentar também explicou sobre o imóvel onde a organização funciona atualmente e afirmou que o espaço foi cedido sem custos para a realização das atividades da entidade. “A casa é uma casa que é de Ítala e minha, nós compramos. A ONG não paga aluguel porque nós fizemos um contrato: enquanto a ONG existir, nós cedemos a casa para o funcionamento da ONG, para o atendimento das crianças e das pessoas. A casa, a ONG, é toda ela climatizada, as três salas climatizadas. O poder público não dá um centavo”, finaliza.



Fonte: Fan F1

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