
Aos 38 anos, Lionel Messi segue como o principal protagonista da seleção argentina na Copa do Mundo. Com o avanço da idade, o camisa 10 adaptou seu estilo de jogo e passou a compensar eventuais limitações físicas com leitura de jogo apurada, posicionamento preciso e escolhas certeiras em campo.
Da ponta ao centro do jogo
Segundo a análise dos no programa “Convocação”, da CNN, Messi soube moldar sua forma de jogar ao longo dos anos. “Era um ponta, começou como ponta, foi indo pro meio, hoje é um cara que joga de segundo atacante, pode jogar como centroavante, pode jogar em qualquer lugar”, destacou o jornalista Raul Moura.
A capacidade de estar sempre no lugar certo, na hora certa, foi apontada como uma de suas maiores virtudes atualmente. “É muito difícil você ver o Messi escolher a jogada errada, atrasar um passe, dar um passe na hora errada”, acrescentou. “A inteligência dele é a principal arma”, concluiu.
Time montado para servir Messi
Outro ponto destacado na análise foi a estrutura da seleção argentina, que parece organizada para potencializar as qualidades do camisa 10. “O time é montado para entregar a bola para o Messi numa condição mais perigosa do jogo”, afirmou Nathalia Fiuza, comentarista Itatiaia.
A equipe busca preservá-lo das disputas físicas mais intensas, mantendo-o próximo ao gol e em posições favoráveis para finalizar ou criar jogadas decisivas. “Sobre o nível técnico do Messi, não há dúvidas de que ele será protagonista mais uma vez”, reforçou.
Dúvidas sobre a preparação argentina
Apesar do otimismo em relação a Messi, o ciclo preparatório da Argentina para o Mundial gerou críticas. A imprensa argentina questionou a qualidade dos amistosos realizados pela seleção, considerados fracos e pouco exigentes.
“Havia muita crítica, muita reclamação desse ciclo da seleção argentina, principalmente por causa de amistosos fracos. Eles queriam jogos mais intensos, mais pegados, com seleções mais difíceis”, explicou Nathalia.
A ausência de confrontos contra equipes europeias de alto nível foi apontada como uma lacuna que pode pesar no decorrer da competição.
A Argentina venceu a Copa América sem maiores dificuldades, o que, segundo a análise, ajudou a manter o clima positivo em torno da seleção. No entanto, o grupo da equipe na Copa do Mundo é considerado acessível, e os desafios mais duros devem aparecer apenas nas fases eliminatórias.
“As coisas vão dificultar um pouco mais para a Argentina com o avançar da competição”, ponderou Nathalia. A renovação do elenco também foi discutida, com destaque para Almada, apontado como uma das novidades capazes de trazer mais dinâmica ao meio-campo argentino.
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Fonte: Em Sergipe









