Edinho Silva, presidente nacional do PT, declarou nesta quinta-feira (18) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) é “depositário” de toda a “confiança” do partido e que terá sua inocência comprovada. A declaração veio após a PF (Polícia Federal) deflagrar uma operação que teve Wagner como alvo, no contexto das investigações relacionadas ao Banco Master.
Apesar do apoio público de algumas lideranças do partido, a apuração de Clarissa Oliveira, no CNN Prime Time, revelou que, nos bastidores, o clima é bem diferente. Segundo apuração da CNN, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ligado a Wagner não apenas para oferecer apoio, mas para pedir explicações sobre a investigação.
Além de Lula, outros petistas também teriam feito o mesmo questionamento, sob reserva. Publicamente, figuras como o ministro Dario Durigan saíram em defesa do senador, mas as conversas reservadas revelavam desconfiança acentuada.
Uma figura descrita como muito próxima de Lula relatou a Clarissa Oliveira que o clima de tensão em torno de Wagner já havia se instalado anteriormente, após especulações sobre supostos pagamentos à nora do parlamentar.
“Desde aquela história sobre a nora dele já havia um clima meio tenso dentro do partido por conta dessa história. E agora realmente o quadro parece um pouco mais complicado”, teria dito esse interlocutor.
Um líder importante dentro do PT teria feito uma distinção clara ao comentar o caso com a jornalista. Segundo esse interlocutor, “ninguém vai acusar Jaques Wagner antes da hora” e todos darão a ele espaço para se defender.
No entanto, o mesmo líder teria dito: “Uma coisa é um líder do PT ou um dirigente do partido se ver envolvido em alguma grande polêmica, algum grande escândalo, quando ele está representando um projeto partidário e está fazendo o nosso projeto. Outra coisa é receber vantagens pessoais. Se o caso for este, eu me sinto totalmente desobrigado de fazer qualquer defesa de Jaques Wagner, pouco importa a história dele dentro do PT.”
Clarissa Oliveira apontou que ainda é cedo para afirmar se o PT e Lula estão de fato convencidos pelas explicações de Wagner. Contudo, uma conclusão concreta emerge da situação: ao não ser afastado imediatamente após a conversa com Lula, Wagner recebeu uma “sobrevida”. A avaliação é de que houve uma decisão de aguardar o avanço das investigações antes de qualquer medida mais drástica.
Fonte: CNN









