
Mesmo após iniciativas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil, o endividamento continua fazendo parte da realidade de muitas famílias sergipanas.
Dados recentes apontam que mais de 70% dos lares no estado possuem algum tipo de compromisso financeiro, enquanto uma parcela significativa da população ainda enfrenta restrições por inadimplência.
Especialistas alertam que, embora a renegociação possa representar um alívio imediato no orçamento, é preciso atenção às condições oferecidas pelas instituições financeiras. Em muitos casos, a redução do valor das parcelas vem acompanhada do aumento do prazo de pagamento, o que pode elevar o custo total da dívida.
Segundo o advogado especializado em direito bancário Leonardo Barros, um dos erros mais comuns dos consumidores é avaliar apenas o valor da prestação mensal. “Muitas vezes a parcela fica menor, mas o valor final pago pode ser muito maior por causa da ampliação do prazo e dos juros”, explica.
Outro ponto de atenção é que alguns acordos podem substituir contratos antigos que poderiam ser questionados judicialmente. Por isso, a orientação é analisar cuidadosamente as cláusulas antes de formalizar uma renegociação.
Para especialistas, a educação financeira continua sendo uma das principais ferramentas para evitar novos ciclos de endividamento.
O planejamento do orçamento, o controle dos gastos e a compreensão das condições de crédito ajudam o consumidor a tomar decisões mais conscientes e reduzir o risco de voltar à inadimplência.
Apesar da oferta de programas voltados à regularização de débitos, o cenário mostra que o desafio vai além da renegociação e passa também pela organização financeira das famílias e pelo uso responsável do crédito.
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Fonte: TV Atalaia









