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O e-mail que chegou às 4h mudou a vida de 8 mil funcionários da Meta e mostrou o preço da aposta bilionária de Mark Zuckerberg


Como você reagiria se abrisse o e-mail às 4h da manhã e visse que foi demitido? Foi assim que cerca de 8 mil pessoas da Meta souberam do corte no dia 20 de maio de 2026. A demissão em massa Meta atingiu 10% do quadro global e liberou caixa para uma aposta bilionária em inteligência artificial.

O que aconteceu na madrugada do dia 20 de maio?

A Meta disparou os e-mails em três ondas, seguindo o fuso horário: primeiro Ásia, depois Europa e por fim Américas. Cada onda começou às 4h da manhã no horário local, para que ninguém entrasse no escritório sem saber.

Foram 8 mil desligamentos, o equivalente a 10% dos 78.865 funcionários que a empresa tinha no fim de 2025. Outras 6 mil vagas em aberto foram congeladas no mesmo dia.

O e-mail que chegou às 4h mudou a vida de 8 mil funcionários da Meta e mostrou o preço da aposta bilionária de Mark Zuckerberg
O e-mail que chegou às 4h mudou a vida de 8 mil funcionários da Meta e mostrou o preço da aposta bilionária de Mark Zuckerberg

Por que Mark Zuckerberg cortou tanta gente?

O motivo é dinheiro para infraestrutura de IA. Zuckerberg disse aos funcionários que a empresa tem dois grandes centros de custo, computação e pessoas, e que precisa tirar de um lado para investir no outro.

A conta ficou clara nos números do balanço da Meta: o CAPEX de 2026 subiu para a faixa de US$ 125 a US$ 145 bilhões, quase o dobro dos US$ 72,2 bilhões gastos em 2025.

Para onde vai o dinheiro que sobrou da folha?

O dinheiro vai para data centers, chips e o Meta Superintelligence Labs, o laboratório de IA da empresa comandado por Alexandr Wang, fundador da Scale AI.

Dois projetos concentram boa parte do valor:

1


Hyperion, na Louisiana
Data center de 5 gigawatts, com custo estimado em US$ 10 bilhões.

2


Prometheus, em Ohio
Supercluster de 1 gigawatt, previsto para entrar em operação ainda em 2026.

3


Acordo com a CoreWeave
Compromisso de US$ 21 bilhões em nuvem para treinar modelos de IA.

Quem foi cortado e quem sobrou na empresa?

Os cortes atingiram áreas como Reality Labs, a divisão do Facebook, recrutamento, vendas e operações globais. As equipes ligadas à IA, ao modelo Llama e ao Superintelligence Labs foram protegidas.

Cerca de 7 mil pessoas foram realocadas para novas funções focadas em IA dentro da própria Meta. É a mesma empresa contratando de um lado e demitindo do outro.

Veja como fica o pacote de saída para quem foi cortado nos Estados Unidos, segundo o comunicado interno:








Benefício O que a Meta paga Status
Salário basePagamento após saída 16 semanas fixas Garantido
Bônus por tempo de casaAdicional ao salário base 2 semanas por ano Garantido
Plano de saúdeCobertura via COBRA 18 meses Temporário
Nova rodada de cortesPrevista para o 2º semestre Não informado Em aberto

Leia também: Erro comum ao carregar o celular: ligar na tomada antes ou depois?

O que isso diz sobre o mercado de tecnologia?

A Meta não está sozinha. O setor de tecnologia já soma mais de 95 mil demissões em 2026, com média diária de 882 desligamentos. A Amazon cortou 46 mil pessoas no primeiro trimestre e a Oracle anunciou redução de até 30 mil postos.

O padrão é o mesmo em todas: empresas com lucro recorde demitindo para pagar a conta da IA. O que a Meta admitiu com todas as letras é o que o Vale do Silício vinha evitando dizer em público.





Fonte: O Antagonista

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