Durante mais de duas décadas, o Homo floresiensis, apelidado de “hobbits” por causa da baixa estatura, foi considerado um caçador habilidoso que dominava ferramentas e até o fogo.
Agora, um novo estudo publicado na Science Advances desafia essa visão e revela que esses antigos parentes dos humanos provavelmente sobreviviam aproveitando restos de animais deixados por dragões-de-komodo, reescrevendo parte da história da evolução humana.
O que a nova pesquisa revelou sobre os hobbits?
Pesquisadores analisaram marcas em ossos de Stegodon, um antigo parente dos elefantes, encontrados na caverna de Liang Bua, na Indonésia.
As evidências indicam que os dragões-de-komodo consumiam primeiro as partes mais carnudas, enquanto o Homo floresiensis chegava depois para retirar o que restava com ferramentas de pedra.
Prehistoric human relatives, nicknamed “hobbits” due to their short stature, may have been scavengers, rather than skilled hunters capable of taking down big game or building cooking fires, according to new research. https://t.co/ZUFaJSRhLo
— KRDO13 (@KRDO_13) July 4, 2026
Os hobbits realmente sabiam usar o fogo?
Outro resultado surpreendente foi a ausência de evidências confiáveis de fogueiras.
A análise de milhares de ossos encontrados na caverna não identificou sinais consistentes de queimaduras atribuídas ao Homo floresiensis, colocando em dúvida a hipótese de que essa espécie dominava o fogo.

Por que essa descoberta muda a história da evolução humana?
As novas conclusões sugerem que o Homo floresiensis possuía um comportamento mais simples do que se imaginava, o que pode indicar uma origem evolutiva diferente da proposta anteriormente.
Entre os principais achados do estudo estão:
Como os cientistas chegaram a essa conclusão?
Para comparar as marcas nos fósseis, os pesquisadores observaram um dragão-de-komodo se alimentando de uma carcaça em um zoológico e criaram modelos tridimensionais das marcas deixadas pelos dentes do animal.
Em seguida, confrontaram esses registros com os ossos encontrados na caverna, identificando um padrão compatível com o consumo inicial pelos répteis e posterior aproveitamento pelos hobbits.
O que ainda falta descobrir sobre o Homo floresiensis?
Embora o estudo responda antigas dúvidas, ele também levanta novas perguntas.
Os cientistas pretendem investigar quais outros animais faziam parte da dieta desses antigos hominídeos e compreender melhor sua posição na árvore evolutiva humana, um debate que continua aberto mais de 20 anos após a descoberta da espécie.
Fonte: O Antagonista









