O exoplaneta GJ 3378 b fica colado na nossa vizinhança cósmica e está na zona que permite água líquida, mas um novo estudo da Universidade da Califórnia em Irvine reduziu a massa dele para apenas 2,3 vezes o tamanho da Terra, provando que ele é um mundo rochoso e não uma bola de gás gelada.
O que mudou na verdade sobre o exoplaneta GJ 3378 b?
Antes desse novo cálculo, os cientistas achavam que o corpo celeste era uma espécie de mini-Netuno, ou seja, um lugar coberto por uma fumaça densa de gás onde seria impossível caminhar. Com os dados atuais de 2026 publicados na revista científica The Astrophysical Journal, a equipe do professor Paul Robertson percebeu que ele tem chão firme.
Essa mudança drástica na balança espacial coloca o planeta na categoria de super-Terra, um tipo de mundo bem comum lá fora que mistura o tamanho avantajado com uma estrutura sólida. A novidade anima a comunidade porque estudar um chão de pedra é o primeiro passo na caça por locais parecidos com a nossa casa.

Por que esse novo mundo fica na chamada praia cósmica?
Os astrônomos usam o termo linha de costa ou praia cósmica para explicar um limite bem perigoso no espaço profundo. O planeta fica exatamente nessa fronteira onde o calor da estrela local pode ser forte demais a ponto de arrancar os gases da atmosfera e secar toda a água.
Se a radiação fritar o local, ele vira uma rocha pelada e sem vida; mas se ele conseguir segurar a onda, as chances de ter um ar respirável aumentam bastante. Como o astro recebe mais ou menos 90% da luz que a Terra ganha do Sol, o clima por lá está no ponto ideal que os estudiosos chamam de zona cachinhos dourados.
Como os cientistas conseguem medir o peso de algo tão distante?
Ninguém consegue mandar uma sonda até lá para pesar o chão, então o truque dos pesquisadores é usar a matemática pura e a física de órbita. Eles medem o puxão que o planeta dá na sua estrela parceira enquanto gira ao redor dela, o que faz o sol deles balançar de um lado para o outro.
Abaixo listamos as principais informações coletadas no estudo recente da instituição americana:
- A distância exata até o sistema solar vizinho é de 25 anos-luz.
- A massa final do corpo celeste caiu para 2,3 vezes o peso da Terra.
- A energia recebida do sol deles atinge a marca de 90% da nossa média.
Qual a diferença real entre uma super-Terra e um mini-Netuno?
A grande briga na astronomia hoje é separar os mundos que servem para caminhar daqueles que são apenas nuvens gigantes de gás sufocante. Essa nova medição resolveu o mistério desse vizinho e mudou a sua classificação de forma definitiva.
Para clarear a sua mente sobre essa divisão da astronomia, montamos uma comparação direta das características desses dois tipos de astros:
| Característica do planeta | Modelo super-Terra | Modelo mini-Netuno |
|---|---|---|
| Composição do solo | Rocha sólida e metals pesados | Núcleo pequeno com oceano de gás |
| Chance de água líquida | Alta se estiver na zona certa | Nula devido à pressão esmagadora |
| Atmosfera ao redor | Fina, parecida com a casca de uma maçã | Camada gigante de hidrogênio e hélio |
Podemos encontrar algum tipo de vida por lá?
Dizer que o planeta tem grandes chances de abrigar seres vivos ainda é dar um passo maior que a perna, mas os indícios deixam todo mundo otimista. O próximo desafio da equipe da Califórnia e de outros observatórios é caçar as chamadas bioassinaturas, que são gases como oxigênio ou metano gerados por organismos vivos.
Os telescópios que temos funcionando hoje em dia ainda sofrem para fotografar a atmosfera desse vizinho por conta da distância, mas os novos espelhos gigantes prometem resolver o mistério em breve. Saber que temos um chão firme de verdade ali bem perto dá uma bela injeção de ânimo para continuarmos olhando para o céu noturno.
Fonte: O Antagonista









