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Polícia diz que desaparecimento da ex-mulher do goleiro Bruno foi voluntário e encerra investigação


As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apontaram que a ex-mulher do goleiro Bruno Fernandes de Souza, Dayanne Rodrigues do Carmo de Souza, de 39 anos, que ficou desaparecida desde a última quinta-feira, 2, quando saiu de casa e não foi mais vista, “desapareceu voluntariamente, não havendo indícios de prática de crime”. Dayanne está intubada, em estado grave, em um hospital de Belo Horizonte (MG), onde deu entrada na noite de sábado, 4.

“As diligências realizadas e os elementos reunidos ao longo da investigação apontam para um desaparecimento voluntário, não havendo indícios da prática de crime. Dessa forma, não subsistem elementos que justifiquem a continuidade da apuração, razão pela qual o procedimento investigativo foi encerrado”, afirma o órgão em nota.

Na manhã de quinta-feira, 2, Dayanne deixou as filhas na casa da mãe em Ribeirão das Neves (MG), região metropolitana da capital mineira. E, desde então, esteve desaparecida, o que fez seu marido registrar um boletim de ocorrência.

No sábado, após ser encontrada, foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Terezinha, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Depois, foi transferida para o setor de politraumatizados do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, onde permanece. A Polícia Civil de Minas investiga as circunstâncias do caso e não explicou o que levou à hospitalização de Dayanne.

A mulher havia deixado uma carta escrita à mão na qual pedia socorro pelos filhos, informava que estava sofrendo ameaças de agiotas, pedia que as filhas ficassem com a sua mãe e que os seus filhos ficassem com o pai.

Dayanne é natural de Belo Horizonte e mãe de duas filhas do ex-goleiro Bruno Fernandes. Ela era casada com Bruno e chegou a ser presa nas investigações por suspeita de envolvimento na morte da modelo Eliza Samúdio, em junho de 2010 — caso pelo qual Bruno foi condenado por homicídio —, mas foi absolvida. Na ocasião, Dayanne foi acusada de sequestrar e manter Bruninho, filho do jogador com a vítima, em cárcere privado. Ela foi absolvida pela Justiça em março de 2013.

O ex-jogador foi preso pela Polícia Militar do Rio e condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. A investigação concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar do jogador o reconhecimento da paternidade de Bruninho. O corpo dela nunca foi encontrado.



Fonte: Fan F1

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