Bastidores
Por Narcizo Machado
Medidas duras de impacto fiscal possuem, geralmente, duas razões motivadoras: queda de arrecadação e/ou descontrole nos gastos.
O que explica, então, o chamado “arrocho fiscal” que Emília propôs para as contas da Prefeitura Municipal de Aracaju? A prefeita assegura que é gestão eficiente e “natural” controle de gastos.
A suposta queda de arrecadação do ICMS, citada como exemplo de justificativa pelo secretário da Fazenda, Sidney Thiago, não se sustenta nos dados.
Houve, sim, uma queda no mês de abril, mas, no acumulado, Aracaju teve ampliação da arrecadação de ICMS entre janeiro e maio de 2026, meses com levantamento já finalizado pela Fazenda estadual.
Janeiro
2025: R$ 28,08 milhões
2026: R$ 32,11 milhões
Crescimento de aproximadamente 14,4%.
Fevereiro
2025: R$ 27,82 milhões
2026: R$ 30,60 milhões
Crescimento de cerca de 10%.
Março
2025: R$ 28,10 milhões
2026: R$ 33,91 milhões
Crescimento de aproximadamente 20,6%, o maior do período.
Abril
2025: R$ 31,91 milhões
2026: R$ 27,48 milhões
Queda de cerca de 13,9%, sendo o único mês com desempenho inferior ao ano anterior.
Maio
2025: R$ 28,59 milhões
2026: R$ 29,86 milhões
Crescimento de aproximadamente 4,4%.
RESULTADO ACUMULADO
Entre janeiro e maio:
2025: R$ 144,5 milhões.
2026: R$ 154 milhões.
Isso representa um aumento nominal de R$ 9,46 milhões, equivalente a cerca de 6,5% no acumulado.
Fonte: Fan F1









