Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e hoje é pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, é um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça-feira, 7, pela Polícia Federal.
A PF apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro.
Canella foi indicado pelo senador Flávio Bolsonaro para disputar o Senado no Rio de Janeiro e, quando prefeito, indicou dois condenados por práticas de milícias como secretários de Belford Roxo.
Nesta terça, os policiais federais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. Também foram determinadas pela Justiça medidas de bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
De acordo com a PF, o grupo movimentou mais de 7,6 bilhões de reais nos últimos seis anos. A estimativa consta de um relatório de inteligência financeira do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) encaminhado aos investigadores.
Além de Canella, o delegado Marcus Amim, que atuou na secretaria de Polícia Civil do governo Cláudio Castro, também foi alvo.
A corporação afirma que a rede de postos era utilizada para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, em um esquema que, segundo a investigação, beneficiava uma organização criminosa.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e contratação direta ilegal, além de outros delitos que eventualmente sejam identificados ao longo das apurações.
A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, a iniciativa segue diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF 635.
Fonte: O Antagonista









